Dica de leitura, por Adriano Santos: O Último dia de um condenado, de Victor Hugo

Olá amigos e amigas que acompanham o “Caderno de Matérias” do Joseilton Gomes (Ikeda), a dica de leitura para este mês de dezembro será a...

Olá amigos e amigas que acompanham o “Caderno de Matérias” do Joseilton Gomes (Ikeda), a dica de leitura para este mês de dezembro será a majestosa obra do escritor francês Victor Hugo – “O Último Dia de Um Condenado”.

Nesta obra, Victor Hugo consegue colocar ‘um ponto de realidade’ que deixa o leitor com a seguinte indagação: será que isso é apenas uma ficção criada pelo autor ou é um relato de alguém que se dedicou a reescrever seus últimos dias de vida, trancafiado, no interior de uma cela? É uma narrativa tão forte que nos faz refletir sobre diversas coisas entre elas a pena de morte. No livro há várias passagens fortes em relato dos últimos dias de um homem condenado à morte – na guilhotina. Porém, uma das passagens mais fortes é no capítulo IX quando ele (o personagem) relata o ponto pelo qual ele vai ficar mais triste quando chegar o dia de sua morte.

O livro traz muitas notas de rodapé relatando fatos históricos que eram comuns na França naquela época. Uma das coisas comuns, por exemplo, era a condenação à morte por coisas irrisórias. Victor Hugo era um dos grandes defensores de que a pena de morte não era uma solução infalível para nenhum tipo de ação.

A edição mais recente do livro vem com um prefácio diferente – em forma de peça teatral, com uma espécie de metalinguagem (o livro falando do livro). Porém, o prefácio original é preservado e tem na parte final do livro com relatos históricos sobre a obra, a respeito da França e acerca do autor Victor Hugo.

“Em um romance de surpreendente modernidade, o grande escritor do romantismo se joga de corpo e alma contra a pena de morte. Composta de um texto principal - o diário dos últimos dias da vida de um condenado -, de uma peça na qual personagens inventados por Victor Hugo criticam ferozmente a obra (prefácio à edição de 1829) e de um longo panfleto em defesa da causa (prefácio de 1932), esta edição vem contribuir para um debate em torno de uma discussão que alguns ainda tentam reviver no Brasil.”

HUGO, Victor. (2002). O Último Dia de Um Condenado. SP, Brasil: Liberdade

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#ColunaDoAdrianoSantos

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