Usuária do 'transporte universitário' da PMG diz que há deficiência no planejamento do serviço e cobra solução para problemas enfrentados por estudantes

Na tarde desta quinta-feira (12), a estudante Ivana Rinelly postou em seu perfil no Facebook , uma análise sobre o ‘transporte universit...

Na tarde desta quinta-feira (12), a estudante Ivana Rinelly postou em seu perfil no Facebook, uma análise sobre o ‘transporte universitário’ oferecido pela Prefeitura de Guarabira. Em seu comentário na rede social, a jovem reconhece a importância do serviço, aponta falhas, observa que há deficiência no planejamento e pede esclarecimentos e uma solução para problemas que os estudantes devidamente inscritos têm enfrentado.

Com a palavra o prefeito Zenóbio Toscano (PSDB) ou o secretário de Educação, Raimundo Macedo. A editoria do blog e os estudantes atendidos pelo transporte universitário esperam, pelo menos, uma resposta em nota da coordenadoria de Comunicação.

Confira agora, na íntegra, a postagem feita pela estudante de Direito, pela UEPB, Ivana Rinelly, que fala com propriedade sobre o assunto. A post gerou vários comentários de apoio ao desabafo da estudante guarabirense.


Percebemos a diferença que é a gestão de Zenóbio para a cidade de Guarabira. De maneira geral, tem nos feito bem. Mas nenhum governo é perfeito. Sabemos que lidar com pessoas e burocracias não facilita o trabalho de governar e que a administração pública é restrita ao que se é previsto e está em articulação com o legislativo municipal. No entanto, pedimos esclarecimentos e uma solução quanto aos transportes universitários.

É claro, reconhecemos que tem mudado a vida e a perspectiva de vida de muitos estudantes, não há como negar. Mas, também tem provocado muitos embates e discussões entre os que são atendidos e os que prestam o serviço à população. No cerne de tudo, talvez exista um desencontro e uma deficiência quanto ao planejamento.

A licitação necessária ao processo administrativo precisa levar em consideração os calendários das diferentes universidades e faculdades cobertas pelo transporte. Este é o miolo e todas as reclamações, e o motivo de o serviço não ter encontrado o rumo da excelência.

Não levar em consideração o cronograma das atividades das faculdades é um pecado grave. Por exemplo, neste início de 2017, a UFPB dará início às aulas no dia 17 de janeiro. A UEPB e UFCG, em Campina Grande, dia 30 de janeiro. Antes, segundo nos foi informado pela própria Secretaria da educação, do processo licitatório ser realizado.

Existe, também, um problema de adequação aos calendários universitários em todos os finais de semestre. Especialmente o pessoal das faculdades particulares sofre com a diminuição arbitrária da quantidade de ônibus e revezamento que os motoristas fazem entre si também, imaginamos, arbitrariamente.

Certa vez, eu e uma turma da UFPB, quando eu ainda estudava nesta instituição e cujo transporte não seria disponibilizado no dia da paralisação de algumas particulares, fomos expulsos, sim, expulsos, do ônibus que cobriria o centro de João Pessoa, e alguns de nós perdemos provas neste dia. Além disso, quando não tem "número suficiente" de alunos para viajar, o transporte não é disponibilizado.

E então nós questionamos: o que tem a ver a pessoa que precisa viajar, com aquela que não precisa? Porque quem fica em Guarabira não influencia a aula ou prova de quem precisa ir. Quem precisa ir, precisa estar em sala. Não importando o número de pessoas que viajam com ela. Até porque o investimento financeiro para aquele dia de viagem já, imaginamos, foi computado dentro do orçamento.

Esse problema de início e de final de semestre ocorre todos os períodos e é causa de muitas reclamações. A base de tudo? Talvez seja falta de planejamento. Eu mesma perdi a última semana de provas regulares (não reposição ou finais), quando o transporte para CG foi parado.

Não digo que o serviço é ruim ou mau prestado. De fato, na maior parte do tempo, estamos satisfeitos com sua prestação. No entanto, de que adiantará aos alunos cujas aulas iniciam antes do processo licitatório e, provavelmente, terão perdido um mês de aulas, pelo menos, sendo reprovados por falta? Não adianta nada.

Por outro lado, existe uma minoria de alunos que acham que porque a prefeitura nos oferece o serviço, existe a possibilidade de transformar os transportes em salão de festas. A imensa maioria não gosta e se incomoda com estes festeiros, pois se esforça para que suas viagens sejam agradáveis, de estudo ou descanso, para aqueles que trabalham o dia todo e viajam à noite, por exemplo.

Nossa obrigação quanto usuários é fazer a inscrição o mais rápido possível para agilizar o processo e zelar pelo bem em que estamos desfrutando do serviço. Este é o ponto de vista de quem viaja e depende deste transporte para a realização de um sonho.

Ivana, estudante da UEPB, campus Campina Grande.

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#Sociedade #Política

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