Bradesco Esportes FM é encerrada

Por Anderson Cheni, para o Comunique-se O clima nos bastidores da Rádio Bradesco Esportes em São Paulo e no Rio de Janeiro é péssimo....

Por Anderson Cheni, para o Comunique-se

O clima nos bastidores da Rádio Bradesco Esportes em São Paulo e no Rio de Janeiro é péssimo. Os funcionários já foram informados que a emissora fecha as portas em março. Escrevemos aqui que o projeto termina na segunda quinzena, mas a brecha no contrato entre Band, Banco e Grupo Bell (que detém o prefixo em SP) diz que o banco pode encerrar a qualquer momento.

A emissora que estreou em maio de 2012 teve mais baixos que altos. O projeto inicial era ótimo, mas a intervenção dos gestores “jênios” atrapalhou muitas vezes, tanto que nesse período a emissora passou por dois grandes cortes, tudo isso após uma auditoria baixar com força total no Grupo.

A retomada aconteceu em 2015. Alguns demitidos foram recontratados. A boa e competente equipe, merecidamente, vai receber neste ano – provavelmente após o encerramento da emissora – o prêmio da Associação Paulista dos Críticos de Artes (APCA) pela brilhante e competente cobertura nas Olimpíadas do Rio de Janeiro que, coincidentemente, teve o Bradesco como um dos principais patrocinadores do evento.

Para se ter ideia, o banco injetou por mês nesse período mais de meio milhão de reais. Claro que esses tropeços de condução da emissora e as manchetes negativas, assim como a audiência ruim, literalmente arranhou a relação entre as partes, por isso a renovação foi logo descartada.

Em março, a rádio deixa de existir, assim como já aconteceu com outros bons projetos que foram conduzidos de forma errada dentro do Grupo como, por exemplo, a MIT FM. A frequência própria do Rio de Janeiro deve ser arrendada. Aliás, o valor pago (R$ 12 milhões) pelo Grupo Bandeirantes no Rio de Janeiro em 2012 foi bem acima do mercado, segundo os especialistas, mais um exemplo de como não gerenciar um negócio.

O chefe mor do Grupo, que é tido como “especialista em rádio”, e seu gestor pupilo protegido não dão satisfações a respeito do fim do projeto, apenas que a maioria dos funcionários vai para a rua, exceto eles que, é claro, no dia da premiação da APCA estarão lá no palco recebendo o prêmio e, obviamente, dentro do Grupo por longos anos, prontos para os novos projetos. Enquanto isso, quem ralou para reerguer a rádio e chegar ao APCA estará procurando emprego. Será que a maior rede de rádio do Brasil tem também os maiores gestores do rádio do país?

É por essas e outras que sempre “ressalvo” o trabalho dos “Jênios Jestores” com J do rádio do Brasil. #RIPRADIO.

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#SintoniaFina

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