Setor público perde 450 mil postos postos de trabalho

Por Rodolfo Costa, Correio Braziliense A crise no mercado de trabalho atingiu o funcionalismo. Diante do forte desajuste fiscal  de m...

Por Rodolfo Costa, Correio Braziliense

A crise no mercado de trabalho atingiu o funcionalismo. Diante do forte desajuste fiscal  de municípios, estados e governo federal, muitos contratos públicos não estão sendo renovados. E com volumes insuficientes de receitas para ampliar o quadro de funcionários, o que se observa é uma forte redução do número de trabalhadores no setor público.

É o que aponta o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Na passagem do trimestre encerrado em outubro para o concluído em janeiro, foram eliminados 405 mil postos. É o maior fechamento de vagas para o período desde 2013, apontam os dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua.

O coordenador de Trabalho e Rendimento do IBGE, Cimar Azeredo, atribui a queda ao encerramento de contratações em escolas públicas. “É o efeito de muitos contratos temporários sendo concluídos”, disse. O volume tão forte de fechamento de postos denota a crise fiscal nas três esferas do poder, sustenta o economista Carlos Alberto Ramos, professor da Universidade de Brasília (UnB). 

O número sugere que vagas desocupadas no setor público deixam de ser repostas pela falta de receitas dos governos. E tem um outro fator que inibe as contratações, avalia Ramos: “os salários subiram muito e as gestões públicas não têm mais verbas para repor”.

A depender do equilíbrio fiscal, o estancamento do quadro no setor público pode demorar. Que o diga o administrador de empresa Sebastião de Souza, 52 anos, que há quatro anos vive de bicos após a perda do cargo de confiança em um órgão público. “Fui vendedor, motorista e até em exploração de minério eu me envolvi”, afirmou. Atualmente, ganha uma renda média mensal de R$ 2 mil. Bem abaixo dos R$ 7 mil que recebia no serviço público. (RC e VB)

TCDF pede explicação sobre concurso

O Tribunal de Contas do DF (TCDF) deu prazo de 10 dias para o Corpo de Bombeiros Militar e o Instituto de Desenvolvimento Educacional, Cultural e Assistencial Nacional  (Idecan) apresentarem explicações sobre os problemas nas provas para soldado do Quadro Geral de Praças, especialidade condutor e operador de viaturas do concurso público. Os resultados das seleções a serem analisados não podem ser divulgados pela banca até deliberação da Corte. Após polêmicas envolvendo o certame, o Idecan corre risco de não ser o responsável pela seleção pública da Polícia Militar do DF.
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