A política da demissão

Durante sessão realizada na Câmara de Vereadores na quinta-feira (02), o vereador Michel do Empenho, usou a tribuna da Casa Osório de Aqu...

Durante sessão realizada na Câmara de Vereadores na quinta-feira (02), o vereador Michel do Empenho, usou a tribuna da Casa Osório de Aquino para denunciar a nova onda de demissões promovida pelo Governo do Estado no município de Guarabira (PB).

Em sua fala, ele questionou a “nova política” que o coletivo Girassol local insiste em defender. E chamou as ações de demissão de “guilhotina do girassol” - que persegue e demite funcionários com mais de 30 anos no Estado, por exemplo - por questões políticas, acredito.


Ele expôs uma situação próxima, eu sei – de um familiar que foi demitido de uma escola estadual -, mas isso também ocorre com anônimos – com quem busca trabalhar com técnica e competência em prol da população, sem se curvar ou “prestar continência” para os políticos.

A educadora Márcia Amaral - uma técnica que ocupou a 2ª Gerência Regional de Educação, evitando comprometer a Educação pública estadual com a política suja que busca atender interesses escusos -, foi a primeira grande vítima do coletivo Girassol este ano em Guarabira.

O nobre vereador Renato Meireles (PSB) deixou claro que para ocupar cargos do Governo do Estado, o indicado deve ser técnico, mas também deve fazer o 'jogo político' do grupo. Cabe a você, leitor, imaginar como esse 'jogo' é feito e com quais propósitos. 

Leia um trecho da fala de Renato:  

“A gente sabe que o Governo do companheiro Ricardo Coutinho é um governo sério. E tem que ser pessoas técnicas, mas desde que sejam políticas. A Márcia Amaral, realmente, tem um perfil técnico, tem que se reconhecer, ninguém pode tirar o mérito disso – de Márcia Amaral. Mas em relação à questão política, infelizmente, ela deixou a desejar. Deixou a desejar. Ela não tratava o grupo como deveria ser tratado. Respeito, entendo que a companheira Márcia fez um bom trabalho, mas infelizmente faltou nela, justamente, esse tino político. E todo mundo sabe que quando alguém assume um cargo político, uma nomeação de cargo de confiança, tem que ter o perfil técnico, que isso é normal, isso é regra no governo de Ricardo Coutinho, mas tem que também tratar do assunto político com as lideranças que dão sustentação ao governo", respondeu o jovem Renato - que representa a continuação dos Meireles na política de Guarabira -, em resposta sobre a exoneração da educadora Márcia Amaral, em entrevista na Rádio Guarabira FM.

Veja, portanto, que, pela “nova política dos girassóis”, para trabalhar ou permanecer no Governo do Estado, um dos critérios é estar submisso ao coletivo girassol e a sua ingerência política nas repartições. Quem resiste termina sendo denunciado, perseguido, humilhado e demitido. 

A única solução, como escutou o vereador Michel e reproduziu em sua fala, é "procurar os políticos" - neste caso, da ala 'girassol'. Eis, então, “a nova política”! #SQN 

No governo em que a ingerência política se sobrepõe a função técnica, o serviço público fica comprometido e o rendimento tende a cair por causa de pessoas sem nenhum compromisso, senão com seus apadrinhados políticos. E o nobre vereador Renato Meireles e seus pares sabem disso. 

Até certo ponto é natural haver ingerência, considerando caso a caso. Todavia, não considero natural ver gente desprovida de conhecimento e capacidade técnica ocupando cargos públicos no intuito de receber, apenas; em troca de apoio político em período eleitoral. E eu conheço casos assim em Guarabira. 

Conheço um caso envolvendo um 'funcionário público' que - só porque é "abençoado" por um padrinho político - acha que tem o direito de humilhar os colegas na repartição. Imagine, então, alguém que deve trabalhar com Educação não demonstrar o mínimo de educação no ambiente de trabalho - uma escola

Imaginou?

Este tipo de política defendida pelos "girassóis" nunca será definida por alguém com o mínimo de sanidade mental como ‘nova política’. De nova ela não tem nada! Os agentes, inclusive, são os mesmos - que cuspiram nos pratos que comeram e mudaram de lado para liderar a política da demissão em Guarabira. #Política #Opinião

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