Coluna do Eliabe: A menina, o cavaleiro errante e seus moinhos de vento

Por Eliabe Castor, jornalista E a menina veio ao encontro de algo que a esperava há muito. Não, o ser que ela sonhara não vivia em um...

Por Eliabe Castor, jornalista

E a menina veio ao encontro de algo que a esperava há muito. Não, o ser que ela sonhara não vivia em uma lâmpada mágica, muito pelo contrário, ele estava perdido e nunca soube. Sobre um tapete mágico, a moçoila estendeu a sua mão generosa, e a recíproca entre os dois foi verdadeira, havendo como testemunha o sol escaldante dos que residem de maneira permanente no Trópico de Capricórnio.

Olhares, sorrisos, sonhos, planos futuros. Bons momentos fluíam no Mundo das Ideias. Tudo, pensava o ser, estava dentro da mais pura harmonia, até que uma “tsunami” os tragou. Lágrimas das duas partes aumentaram o nível do mar. Um turbilhão de emoções negativas açoitou suas vidas, lembrando, e muito, o sofrimento dos escravos que eram chicoteados no pelourinho, coluna de pedra mundana e lavada de dor.

Depois do pranto, a tristeza recheou suas almas. Conversas reconfortantes, de certa forma, ajudaram a doce jovem e aquele ser errante que, como Don Quixote, passou sua vida combatendo moinhos de vento numa busca frenética por Dulcineia, sua eterna amada.

Resoluto, ele prometeu a si não mais colocar em risco a humanidade, e assim o nível do mar baixou. E as lágrimas? Bem, as lágrimas cessaram e os sonhos, mesmo com certo receio, começaram a sorrir sobre um pisar vagaroso em terreno ainda encharcado, embora possível de ser drenado. Quanto aos moinhos de vento, eles continuam a receber brisas amorosas que os movem, oferecendo vida para vidas.

Contato com o autor: eliabe.castor@hotmail.com

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