Boas novas para Caronte e o São João de Campina

Por Eliabe Castor, jornalista Olha ele! Anda a espreitar minha alma para levá-la rapidamente nas águas do rio Estigue a Hades. Mas nã...

Por Eliabe Castor, jornalista

Olha ele! Anda a espreitar minha alma para levá-la rapidamente nas águas do rio Estigue a Hades. Mas não, não Caronte. Ainda não chegou o momento barqueiro do mundo inferior. Não chegou, mesmo sofrendo. Eu sofro, sofro sim, pois sou incapaz de realizar sonhos, como ajudar irmãos em situações de risco. 
Viajar para aqui ou alhures, mesmo que isso possa ceifar minha vida. Quero, desejo, preciso ao menos oferecer um ombro amigo para os que sofrem com guerras e fome.

Não desejo muito. Ver meus filhos felizes e dar uma “volta” no mundo e por aí. Perdem-se em meus pensamentos o que vou ou não realizar. Gostaria de viver mais quinhentos anos. Em tal momento, sofro com crise que o Brasil atravessa, mas sei que isso será superado (devo ser otimista?). Como quase todos, a privação é imensa, mas que privação se eu a vi concretamente a dita em comunidades pobres?

Vi e nada pude fazer, pois cobria notícias das desgraças que escrevia. Aliás, maquiava entre uma parágrafo e outro as dores do povo para dar ênfase a “gestos benéficos” a determinados políticos. Um sorria ali, outro colocava uma criancinha “catarrenta” no colo após dar um pacote de leite. Tudo para a foto que seria manchete ficar bela.

Francamente, prefiro nem pensar que fui capaz disso, e tenho pena dos colegas que se submetem a tais COISAS (mesmo os que ganham muitas cifras). A hipocrisia é lamentável. Então, vamos voltar para o início do texto, em uma ida para o Leste Europeu, África, Síria, Rua do Tambor, Bairro São José....e a pobre educação. Qual? O que é isso senhores da guerra e das almas? Senhores formadores de opinião? Temos uma geladeira farta, mas a maioria não!


Não estou nem aí para o São João de Campina Grande ou discussões ridículas desse tipo. Que comam muito milho, os que podem. Músicas sertanejas, forró, Barretos e por aí vai, não me apetecem. Pelo o amor de Deus (gosto dessa solicitação) tudo isso é diminuto. O Brasil ainda é um só Nação. Mas se Elba Ramalho ou Marília Mendonça resolver pagar minhas contas, eu posso até pensar se vou para o trem do forró em Galante ou monto no dorso de um boi bravo. No mais, bons traques para todos de coração aberto.

Contato com o autor: eliabe.castor@hotmail.com

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