Caso Ipep: pois não é que o governador se aborreceu com decisão do juiz que mandou bloquear contas do Estado?

Blog do Helder Moura Pois não é, meu caro Paiakan, que o governador Ricardo Coutinho ficou muito aborrecido com a decisão do juiz Gutem...

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Pois não é, meu caro Paiakan, que o governador Ricardo Coutinho ficou muito aborrecido com a decisão do juiz Gutemberg Cardoso (3ª Vara da Fazenda), que determinou o bloqueio de R$ 5 milhões do Estado para pagar o pessoal do IASS e PBPrev? Seis anos depois de vir determinando a redução de parcela dos salários dos servidores, eis que o governador… ficou aborrecido.

Há seis anos, centenas de servidores do antigo Ipep aguardam pelo cumprimento da lei. Ao longo de seis anos, vários dos servidores morreram, outros tantos adoeceram a espera de Justiça tão tardia que foi a perder de vista. Há seis, muitos desses servidores vêm passando necessidade. Mas, o governador se aborreceu, pouco mais de seis horas após a decisão do juiz.

Não lembrou como, logo que assumiu o Governo, RC mandou reduzir os salários dos servidores, contestando na Justiça, uma conquista que eles haviam conseguindo em todas as instâncias, até o Superior Tribunal de Justiça. A ação teve que recomeçar do zero, tramitar no Judiciário do Estado, para enfim, em 2016, ter uma sentença do juiz Gutemberg. Mas, mesmo assim, o governador não cumpriu.

Até que o juiz Gutemberg, após meses do descumprimento de sua sentença, que foi pela restituição dos valores nos contracheques dos servidores, decidir-se, enfim, por determinar o bloqueio das contas do Estado para pagamento dos valores. Mas, o governador se aborreceu. E jogou com os surrados truques de marketing de sempre, os costumeiros golpes de mídia.

Senão vejamos nessa declaração: “Acho absurdo sequestrar dinheiro da Segurança e Saúde para pagar o que já foi pago. Vamos provar que já pagamos. Mesmo se não tivéssemos pago, deveria fazer isso através de precatório. Essa matéria já tem decisão da instância superior. Isso aqui não é um banco a serviço de um saque. Vamos tirar dinheiro da saúde, segurança, duodécimos para pagar? Isso é um absurdo”.

E quem vai pagar, ínclito, preclaro e insigne governador, pelo sofrimento daqueles que vem sofrendo desde que tiveram os salários reduzidos?
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