Coluna do Eliabe: O cego andarilho e a vida

Por Eliabe Castor, jornalista E o cego partiu rumo ao desconhecido. Migrou com os gnus nas savanas africanas para fugir de si. Foi at...

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Por Eliabe Castor, jornalista

E o cego partiu rumo ao desconhecido. Migrou com os gnus nas savanas africanas para fugir de si. Foi até o Ártico em uma tentativa frenética de congelar seu coração. Pensou numa escalada solitária pelo Evereste, mas seu coração tomou um cálice de fastio, e aquele andarilho foi cercado pela mais pura fadiga.

Estava cansado, e o caminho de Santiago de Compostela ficou apenas em sonhos. O pobre homem não tinha mais força. Faltava-lhe a visão, perdeu completamente o tato e a audição. Não sentia em suas papilas o gosto da vida, até que um dia tomou uma decisão. Não iria mais buscar a felicidade nos mais distantes rincões, pois ela já se encontrava em suas vísceras desde quando foi concebido.

Depois de ter seus pés dilacerados pelos cactos residentes em Mojave, os colocou em descanso e asas de Hermes foram dadas a ele como presente. Um presente da vida para que o homem pudesse alcançar seus mais altos sonhos. Então a luz se fez naquele rosto pálido, e um rubor esplendoroso surgiu. O ex-andarilho sorriu, beijou o ventre da mãe terra e obteve a felicidade e o descanso pleno que tanto buscava. A felicidade está em nós. Busque-a sempre!

Contato com o autor: eliabe.castor@hotmail.com

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