Relançamentos de Elvis levam ao ano da explosão do rock

Por Silvio Osias, JP No dia cinco de julho de 1954, no pequeno estúdio da Sun, em Memphis, o desconhecido Elvis Presley, quase por acas...

Por Silvio Osias, JP

No dia cinco de julho de 1954, no pequeno estúdio da Sun, em Memphis, o desconhecido Elvis Presley, quase por acaso, gravou That’s All Right.

Para muita gente, ali, naquele momento, ele, espontaneamente, juntou música negra (rhythm and blues) com música branca (country and western) e inventou o rock’n’ roll.

Dois anos mais tarde, o jovem cantor trocou a pequena Sun Records pela gigante RCA Victor. Foi quando, afinal, conquistou dimensão nacional (logo internacional), fazendo de 1956 o ano da explosão do gênero que lhe daria o status de rei.

Reunindo material novo e fonogramas da Sun, a RCA lançou dois discos de Elvis em 1956. Elvis Presley, o primeiro. Elvis, o segundo. Confiram as capas.




Eles acabam de voltar ao mercado brasileiro em CDs numa edição da Sony. O formato é de mini LP. Os dois títulos estão acondicionados numa sobrecapa. Além das 12 faixas originais, cada disco traz mais 12 bônus – um luxo para colecionadores.

Quer saber como foi o início do rock? Quer entender porque ele se transformou num fenômeno tão longevo? Ouça esses dois discos!

Os maiores roqueiros das gerações seguintes ouviram e concordarão.

Eles contêm a melhor síntese do gênero em sua juventude.

Trazem a novidade e, dentro dela, as suas fontes, que são matrizes da música popular dos Estados Unidos. Dos brancos e dos negros. Profanas e sacras. Urbanas e rurais.

Elvis fez a fusão. E mostrou ao mundo. Por isso, se tornou um verdadeiro rei.

Em 1956, é tudo ainda muito tosco nesses discos de Elvis. Os arranjos, os músicos. Mas já há uma grande voz em formação, além de um repertório que se tornaria antológico.

E – o tempo provou – há, sobretudo, uma força avassaladora naquelas gravações.

Rock’n’ roll era o seu nome!
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#Cultura #Música

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