Sergio Zveiter será o relator da denúncia contra Michel Temer

Por Naomi Matsui, Poder 360 O presidente da Comissão de Constituição e Justiça da Câmara, Rodrigo Pacheco (PMDB-MG), anunciou nesta 3...

Por Naomi Matsui, Poder 360

O presidente da Comissão de Constituição e Justiça da Câmara, Rodrigo Pacheco (PMDB-MG), anunciou nesta 3ª feira (4.jul.2017) o deputado Sergio Zveiter (PMDB-RJ) como o relator da denúncia contra o presidente Michel Temer por corrupção passiva. O congressista elaborará 1 texto recomendando ou não o avanço da denúncia.

Além de ser do partido do presidente, Zveiter evitou manifestar sua opinião sobre a denúncia. É aliado ao Planalto, mas não assume posições polêmicas, o que ajudará o governo a negar as acusações de favorecimento claro a Michel Temer.

Em 5 votações consideradas importantes neste ano, ele acompanhou o governo em 4: terceirização, recuperação fiscal dos Estados, reforma trabalhista e convalidação dos incentivos fiscais. Votou contra Planalto no projeto de Repatriação 2.0. Também votou a favor da admissibilidade do impeachment de Dilma Rousseff, em 2016.

Advogado, ele foi presidente da seccional da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) no Rio de Janeiro de fevereiro de 1991 a fevereiro de 1995. Elegeu-se deputado pela 1ª vez em 2010, mas licenciou-se para ocupar a Secretaria de Trabalho do Estado do Rio. Reelegeu-se para a Câmara em 2014. Já foi filiado ao PDT, ao PSD e agora ao PMDB.

“Seria preferível 1 deputado de fora do partido, mas tem manifestado postura independente. Acho que pode fazer relatório isento”, disse Alessandro Molon (Rede-RJ).

A escolha é de Pacheco é estratégica. O presidente da CCJ agrada ao governo ao indicar 1 nome do partido do presidente. Ao mesmo tempo, reduz as chances de a oposição criticar a escolha por ser 1 nome do PMDB.

TRAMITAÇÃO DA DENÚNCIA

Zveiter terá prazo de 5 sessões do plenário da Câmara para apresentar seu relatório à CCJ. O tempo começa a ser contado assim que a defesa do presidente for apresentada, o que deve acontecer nesta 4ª feira (5.jul).

Caberá ao colegiado discutir e votar o texto, aprovando-o ou não. Independente do resultado na CCJ, o parecer seguirá para voto do plenário da Câmara.

Pelo cronograma traçado nesta 2ª feira (5.jul) por líderes das bancadas de apoio a Temer, o governo tem intenção de votar na comissão até 4ª da semana que vem (12.jul), para que a apreciação pelo plenário seja realizada antes do recesso parlamentar, que começa em 18 de julho.

A denúncia foi recebida pela Casa na 5ª feira da semana passada (29.jun.2017), após ser encaminhada ao STF (Supremo Tribunal Federal) pela Procuradoria Geral da República.

A acusação, pelo crime de corrupção passiva, é baseada na delação de Joesley Batista, da JBS, e de outros executivos da empresa.

Até a manhã desta 3ª (4.jul), havia dúvidas sobre quem seria o escolhido para a relatoria. O governo pressionava por 1 nome aliado ao Planalto, mas o presidente da CCJ mantinha-se dizendo que seria “independente” na escolha e que não seria influenciado por pressões. Outros cotados eram Evandro Gussi (PV-SP), Marcos Rogério (DEM-RO), Jones Martins (PMDB-RS), Esperidião Amin (PP-SC) e Alceu Moreira (PMDB-RS).
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