Câmara enterra 2ª denúncia contra Michel Temer

Por Paloma Rodrigues e Naomi Matsui, Poder 360 A Câmara enterrou nesta 4ª feira (25.out.2017) a 2ª denúncia contra o presidente Miche...

Por Paloma Rodrigues e Naomi Matsui, Poder 360

A Câmara enterrou nesta 4ª feira (25.out.2017) a 2ª denúncia contra o presidente Michel Temer (PMDB), desta vez pelos crimes de obstrução de Justiça e organização criminosa. Foram 251 votos contra o prosseguimento das acusações, 233 a favor, duas abstenções e 25 ausências.

Assim, foi suspensa até o final dos mandatos a denúncia contra o presidente Temer e os ministros Eliseu Padilha (Casa Civil) e Moreira Franco (Secretaria Geral da Presidência).

A sessão foi iniciada às 9h19.

COMO FOI A SESSÃO

O resultado é 1 alívio para o governo. A sessão foi tensa para o Planalto, com o temor de que não seria atingido o quorum necessário para abrir a votação.

Ao longo da manhã, deputados da base governista se revesaram em discursos na tribuna da Câmara, para manter o andamento das discussões. Membros da “tropa de choque” de Temer na Câmara, como Darcísio Perondi (PMDB-RS) e Mauro Pereira (PMDB-RS), questionavam o baixo comparecimento dos congressistas, afirmando que a oposição estava “escondida nos banheiros” do Congresso.

A oposição protestou com 1 palanque no Salão Verde e faixa de “fora Temer”. O objetivo era não dar quorum par a sessão.

No início da tarde, em uma tentativa de forçar os deputados da oposição a marcarem presença no plenário, o líder da maioria, Lelo Coimbra (PMDB-ES), apresentou 1 requerimento para o adiamento de votação. Se não votassem, os deputados ausentes poderiam ter descontos em seus salários.

A notícia de que o presidente Michel Temer havia sido internado em 1 hospital do Exército causou ainda mais apreensão na base aliada. Governistas trataram, então, de minimizar a gravidade da internação, dizendo que se tratava apenas de 1 problema renal.

Temer recebeu alta do hospital por volta das 20h. Ele havia sentido 1 mal-estar por obstrução urológica.

A decisão da Câmara não representa o arquivamento do processo, uma vez que o presidente poderá ser julgado assim que deixar o mandato. O resultado, no entanto, permite que o presidente continue no cargo e avance com projetos como a reforma da Previdência.
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