Haja fumaça tóxica!

Foto: Belarmino Mariano Estamos em 2017. Em outubro, para ser mais preciso. Em maio de 2015, a Comunicação da Prefeitura de Guarabi...

Foto: Belarmino Mariano

Estamos em 2017. Em outubro, para ser mais preciso. Em maio de 2015, a Comunicação da Prefeitura de Guarabira publicou conteúdo institucional sobre o Consires – Consórcio Intermunicipal de Resíduos Sólidos, dando conta de um encontro de prefeitos e assinatura de contrato e elaboração do Plano Intermunicipal de Gestão Integrada de Resíduos Sólidos. Para quem não lembra, segue o link

De acordo com o prefeito de Guarabira (PB) Zenóbio Toscano (PSDB), naquela oportunidade, o plano deveria traçar diretrizes para melhorar a coleta de lixo, a sua manipulação e transporte, visando, dar fim ao lixão de Guarabira com a construção de um aterro sanitário. De lá para cá, porém, nada mudou. Nada. E a situação só piora a cada dia prejudicando o meio ambiente e, consequentemente, a saúde da população guarabirense.  

Enquanto o prefeito Zenóbio se esquiva de sua responsabilidade, junto a outros prefeitos da região, a oposição - principalmente a oposição girassol -, se aproveita da situação para “mostrar serviço”: ano que vem tem eleição. Eu reconheço que toda manifestação que provoque as autoridades sobre a situação do lixão de Guarabira é válida – desde que não se aproveitem disso em 'causa própria'.

E para quem tem esperado a repercussão deste assunto – o lixão de Guarabira - no Caderno de Matérias, a editoria do blog também vem cobrando uma posição das autoridades competentes para que solucionem o problema da fumaça tóxica gerada pela química de material queimado no lixão – com maior incidência à noite, quando a nuvem escura encobre todo o céu do município.

Tendo em vista, portanto, que nada mudou, pelo menos de 2015 para cá em relação ao lixão, é fato que a poluição do ar na ‘capital do brejo’ tem alcançado níveis insuportáveis. E a população tem sentido isso. Devido a fumaça tóxica oriunda do lixão, muitas pessoas estão adoecendo, procurado atendimento médico e, em alguns casos,  sendo internadas com problemas respiratórios.

A fumaça tóxica também gera problemas de saúde em longo prazo. Hoje quem mais sofre são aqueles que têm alergia a poeira e fumaça, que fazem tratamento com remédios caros, tendo que evitar locais fechados ou abertos cujo ar esteja comprometido. 

Eu repito o que escrevi antes: o lixão não pode ficar assim, pois virou um problema de saúde pública. E as autoridades - incluindo o Ministério Público – precisam agir, com urgência! No entanto, parecem desdenhar da situação.

...se quem mora nas áreas centrais tem sido afetado pela poluição do ar, imagine então quem “trabalha” no lixão ou reside em bairros como Mutirão, Clovis Bezerra, Santa Terezinha, Rosário e Bela Vista, por exemplo, que estão a um nível geográfico mais elevado...

Apesar de tudo, a gente observa que a atual gestão tem sido omissa quanto ao que acontece no lixão de Guarabira - embora durante a campanha o prefeito Zenóbio Toscano (PSDB) tenha prometido que faria um aterro sanitário para acabar com este problema.

E a conclusão que se faz é a pior possível: sem o aterro sanitário, o povo de Guarabira vai continuar sofrendo pela negligência do poder público municipal, com a conivência do próprio MP que, até então, não tem reagido diante de um assunto de interesse coletivo.

Espero que, com o soprar dos ventos e a fumaça tóxica se propagando no ar e sendo levada também para outros municípios, não cheguemos ao ponto de ter de usar máscaras: seria incoerente demais para uma gestão que diz ter compromisso com o futuro.

Se a PMG e o MP não estão fazendo caso da situação, pelo menos a imprensa está fazendo sua parte: denunciando. Se você também se sente prejudicado pela poluição do ar em nossa cidade, faça uso do rádio e das redes sociais, expressando sua indignação.

Conforme a Lei 12.305/10, o fim dos lixões deveria ter ocorrido até 02 de agosto de 2014, por determinação. Em Guarabira, isso ainda não é realidade. Mas não dá para continuara assim. O prefeito ZT sabe disso. #Sociedade #Política

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