Em sua coluna, Lena Guimarães destaca postura política de retidão dos Paulinos de Guarabira

A  jornalista Lena Guimarães, uma das mais respeitadas e lidas analistas da cena política paraibana, destaca, em sua coluna (Jornal Corre...

A jornalista Lena Guimarães, uma das mais respeitadas e lidas analistas da cena política paraibana, destaca, em sua coluna (Jornal Correio da Paraíba) desta sexta-feira, 3 de novembro, a postura política da Família Paulino de Guarabira. A profissional cita, por exemplo, valores éticos exercidos e defendidos, mesmo dentro da política-partidária, por parte de Roberto, Fátima e Raniery Paulino.

"O ex-governador Roberto e a ex-prefeita Fátima Paulino nunca votaram contra aliados, mesmo quando iniciaram campanhas antecipadamente derrotados. Deixam para o eleitor a decisão de serem governo ou oposição. E pela força que têm, poderiam escolher.

Onde tem imperado a esperteza e o oportunismo, os Paulino se diferenciam por manterem valores que fazem falta à política. E essa marca tem sido mantida pelo filho, Raniery Paulino", escreve a jornalista. (Blog do Ikeda, com Fato a fato)

Leia coluna completa de Lena Guimarães

PROGRAMÁTICA OU PRAGMÁTICA?

Por Lena Guimarães

Os Paulino de Guarabira são respeitados porque fazem política defendendo ideias e são extremamente leais ao PMDB, partido do qual são fundadores. O ex-governador Roberto e a ex-prefeita Fátima Paulino nunca votaram contra aliados, mesmo quando iniciaram campanhas antecipadamente derrotados. Deixam para o eleitor a decisão de serem governo ou oposição. E pela força que têm, poderiam escolher.

Onde tem imperado a esperteza e o oportunismo, os Paulino se diferenciam por manterem valores que fazem falta à política. E essa marca tem sido mantida pelo filho, Raniery Paulino. Quando o PMDB se aliou a Ricardo, ele não aceitou participar do seu governo em razão das críticas que sempre fez à sua gestão. Não ia desdizer o que disse. Para não afrontar o partido indo para a oposição, passou a “independente”.

Enquanto alguns peemedebistas buscam aconchego no governo para facilitar suas reeleições, e outros se alinham à oposição, Raniery está defendendo a candidatura própria, e que o nome seja José Maranhão.

No Correio Debate da TV Correio, Raniery disse que é a favor de alianças, que são importantes para garantir a vitória, mas avisa que são necessários critérios que possam ser revelados ao eleitor.

Em suas palavras: “que sejam alianças programáticas e não pragmáticas. Em torno de propostas e não para garantir o emprego do pai, da mãe, da esposa ou do filho do deputado”.

Raniery disse que Ricardo sucumbiu ao pragmatismo de alguns políticos. “O governo dele está todo loteado com parentes de presidentes de partidos, as vezes até com qualificação questionada”.

Para Raniery, as alianças devem resultar de negociação e não de subjugação, a regra de Ricardo. “Ele não aceita as pessoas terem opinião contrária, pensar fora da caixa. Acredita que não tem vida inteligente fora do coletivo, e existe, sim. (...) Hoje a política que o governo pratica é de dominação, de subjugação dos seus aliados. Eu não me submeto a isso”.

Raniery disse que não se vê em palanque com Ricardo, cuja coerência questiona. Diz que ele critica a reforma da Previdência, mas aqui existe desde 2011, quando o princípio da paridade deixou de ser cumprido; que defende mais recursos para a UFPB, mas é responsável pelo desmonte da UEPB; que critica Temer, mas “nunca se cobrou tanto imposto na Paraíba. É a carga tributária mais alta do Brasil”.

Disse que qualquer pesquisa mostrará que Ricardo já elogiou todos que hoje critica. Que incoerência compromete confiança. E tira votos.

TORPEDO

"Eu tenho pedido muito que as pessoas sejam seletivas na hora do voto. A gente vai a feira e seleciona melhor a batata, a macaxeira, o inhame do que o voto. Vai comprar uma roupa, prova várias vezes para poder escolher. Na hora do voto não somos tão seletivos."

Do deputado Raniery Paulino, líder do PMDB, sobre a decisão de voto dos eleitores em tempo de Lava Jato.

Mais Raniery

“Se você me perguntar se hoje o governo federal ajuda mais a imagem do PMDB do que atrapalha, eu entendo que atrapalha, mas vamos fazer desse limão uma limonada. E mostrar a diferenciação, inclusive de posturas”.

Independente

“Eu sou o único parlamentar que não estou configurado como eleitor de Cássio - nunca votei nele -, nem de Ricardo, porque nunca apoiei o governador. Fui eleito para fazer oposição e mantenho minha coerência”.

A opção JM

Sobre aliança da oposição: “Acho que o PMDB pode participar. Mas, nós temos uma tese aprovada, nós temos a pré-candidatura de José Maranhão e estamos construindo as alianças para o fortalecimento dessa tese”.

Regra

“Para ganhar a eleição temos que fazer alianças, mas que sejam ponto de partida linhas programáticas; que as bandeiras que eu defendo sejam assimiladas pelos outros que vão ser meus aliados. O contrário é subjugação”.

ZIGUE-ZAGUE


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