Por que o Governo RC não defendeu Azevedo da denúncia do supersalário revelado pelo TCE?

Blog do Helder Moura Uma indagação permeou algumas conversas natalinas e, curiosamente, entre familiares e amigos próximos do secretá...

João Azevedo e Ricardo Coutinho
Blog do Helder Moura

Uma indagação permeou algumas conversas natalinas e, curiosamente, entre familiares e amigos próximos do secretário João Azevedo (Infraestrutura), pré-candidato a governador pelo PSB: por que o Governo Ricardo Coutinho não defendeu Azevedo da denúncia de supersalário? “Não fosse o próprio João se defender, teria passado em branco”, revelou um parente ao Blog.

Os dados, como se sabe, foram liberados pelo Tribunal de Contas do Estado, que apontou Azevedo com um dos campeões de acumulação de, pelo menos, cinco cargos com vencimentos somados, superando os R$ 44 mil, ao longo de 2017. João se explicou sobre a legalidade dos vencimentos, mas a verdade é que o Governo não emitiu uma só nota em seu favor.

Em apenas 10 meses de 2017, Azevedo embolsou com o pagamento de salário, jetons e aposentadoria quase meio milhão de reais: foram exatos R$ 469.084,89, com o detalhe que, apenas em setembro, o secretário recebeu R$ 62.670,075. Sem contas as diárias.

Pra relembrar – Tudo começou pela publicação de um “painel de acumulação de cargos” divulgado pelo TCE. O documento trouxe Azevedo acumulando, em janeiro deste ano, seis vencimentos que, somados totalizaram R$ 44.794,10.

João recebeu como secretário de Infraestrutura (R$ 17.725,61), aposentado da Suplan, na condição de inativo (R$ 15.156,65), como conselheiro da Cagepa (R$ 2.169,06), como conselheiro das Docas (R$ 1.506,99), conselheiro da Cehap (R$ 939,60) e, finalmente, professor do IFPB (R$ 7.396,19).

Mas, nos meses seguintes, João Azevedo reduziu as acumulações de seis para “apenas” cinco, conforme o relatório do TCE. No mês de outubro de 2017, por exemplo, se manteve como secretário, aposentado da Suplan, conselheiro da Cagepa, conselheiro da Cehap e professor do IFPB. Mas, seus vencimentos, somados, em outubro (último mês apurado pelo TCE), estavam em R$ 45.045,14.

Defesa – Em sua defesa, o secretário afirmou: “Qualquer secretário de Infraestrutura, por força da legislação, é obrigado a ser presidente do Conselho dos órgãos: Docas, Cehap e Cagepa. Por conta disso, recebe um jeton de reunião. Isto não é vínculo empregatício, isto é legislação. E, desde a criação da Cagepa, que foi criado o Conselho, se estabeleceu que o secretário de Infraestrutura é o presidente do Conselho.”

E ainda: “É uma exploração política de um momento político porque as pessoas sabem que meu nome está sendo posto como pré-candidato. Tem se demonstrado claramente um aceitamento por parte da população no sentido de continuidade do projeto e isso começa a incomodar algumas pessoas, evidentemente.”



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#Política 

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