Trump reconhece Jerusalém como capital de Israel

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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, reconheceu, em discurso na tarde desta quarta-feira (6), na Casa Branca, a cidade de Jerusalém como a capital de Israel. A iniciativa do presidente é um marco histórico para o Estado de Israel, no sentindo de formalizar uma aspiração da nação judaica desde a sua recente fundação, em 1948. O presidente também anunciou que a embaixada americana será transferida de Tel Aviv para Jerusalém.

— É tempo de reconhecer oficialmente Jerusalém como capital de Israel. Hoje marca o início de uma nova abordagem sobre o conflito (entre Israel e palestinos). A mudança da embaixada é um tributo à paz. 

A cidade, sagrada para os judeus, já era vista como a capital do país, antes e depois da conquista de sua parte oriental, ocorrida na Guerra dos Seis Dias, em 1967. A declaração do presidente americano, porém, toca em um ponto delicado, já que os muçulmanos também a consideram sagrada. Os cristãos, que se mantêm fora deste conflito, também reverenciam a cidade, pelas passagens do Antigo Testamento e pela importância que ela teve na vida de Jesus.

Em várias ocasiões, a decisão de definir Jerusalém como capital israelense foi adiada por outros presidentes americanos. Trump decidiu optar por outro caminho. E explicou o porquê de sua decisão:

— Durante todos esses anos, os presidentes que representam os Estados Unidos se recusaram a reconhecer oficialmente Jerusalém como a capital de Israel. Na verdade, negamos a reconhecer qualquer capital israelense. Mas hoje, finalmente, reconhecemos o óbvio. Que Jerusalém é a capital de Israel. Isso não é nada mais do que um reconhecimento da realidade. É também a coisa certa a fazer. É algo que tem que ser feito.

O presidente americano passou a última terça-feira em conversas telefônicas com líderes árabes, na busca de contornar com diplomacia a decisão. Entre os seus interlocutores estavam o presidente da Autoridade Palestina, Mahmoud Abbas; o rei da Jordânia, Abdullah II; o rei da Arábia Saudita, Salman, e o presidente do Egito, Abdel Fattah Sisi.

Segundo eles, a atitude de Trump pode provocar um acirramento no conflito entre israelenses e palestinos, população que, desde 1948, foi deslocada (por vários motivos) para as atuais Cisjordânia e Faixa de Gaza.

O presidente americano, por outro lado, defendeu a solução para a região, a partir da existência de dois estados, o judaico e o palestino.

— É hora de discutirmos a paz sem violência, para as novas gerações. Os Estados Unidos continuam profundamente empenhados em ajudar a facilitar um acordo de paz aceitável para ambos os lados.
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