Na era da música digital, artistas encaram merchandising como um negócio em ascensão

Por David Browne, Rolling Stone Três anos atrás, o Fall Out Boy abriu uma lojinha em Nova York, vendendo camisetas em um espaço que...


Por David Browne, Rolling Stone

Três anos atrás, o Fall Out Boy abriu uma lojinha em Nova York, vendendo camisetas em um espaço que parecia uma clube de punk rock. Quando a banda revisitou a ideia de lojas em Nova York e Los Angeles, há poucos meses, a atmosfera e a decoração estavam notadamente melhoradas (imagem abaixo). Janelas púrpura fizeram com que os fãs se sentissem na capa do novo álbum da banda, Mania e, entre os ítens à venda, estava uma jaqueta jeans pintada à mão de US$ 150. “Está maior e mais dinheiro está circulando agora”, diz Chris Cornell, cuja companhia de merchan, Manhead, trabalha com o Fall Out Boy, Shania Twain e outros artistas. “É incrível o quão longe isso chegou.”

A comercialização de produtos relacionados à música (camisetas, pôsteres etc), que já foi uma parte minúscula da arrecadação de um artista, tornou-se um mercado em ascensão. Em 2016, as vendas de merchan relacionado à música chegou a US$ 3,1 bilhões nos Estados Unidos, representando um crescimento de 10% em relação ao ano anterior, segundo a Licensing Industry Merchandisers' Association. O grupo de análise de dados Edited clama que o número absoluto de ítens relacionados à música no mercado triplicou nos dois últimos anos. “A música migrou para ser mais digital”, diz Mat Vlasic, que comanda a companhia de merchan Bravado. “Então, os fãs estão atrás de algo físico.”

Em lojas online de artistas, lojas de varejo, lojinhas montadas e em shows, os fãs e admiradores agora dão de cara com uma variedade crescente de opções para consumo: jaqueta de couro de US$ 240 (the Weeknd), sapatos de US$ 1.050 (Kanye West) e jaquetas canadenses do tipo bomber com gola feita de pele de coiote US$ 1,095 (a linha OVO do Drake).

Conforme esta nova maneira de lucrar vai crescendo, os próprios artistas estão ficando mais envolvidos com as operações do dia-a-dia. Taylor Swift e Morrissey abriram lojinhas recentemente, e Iggy Pop fez sugestões de cores a nova linha de bermudas dele feita pela Billabong (imagem de reprodução abaixo). Também recentemente, Beyoncé e Jared Leto investiram no Sidestep, um aplicativo que permite a fãs comprarem pela internet os produtos que serão comercializados em um show e depois apenas retirá-los no local da apresentação. “Algumas pessoas gostam de ficar na fila”, diz Jesper Pulsen, da empresa de licenciamento Epic Rights. “Para mim, pessoalmente, isso tira o interesse.”
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