Lutou contra a Cinomose. Não resistiu e...

Puff tinha mais de 10 anos e fazia parte da nossa família. Foi o segundo cão que criamos. Um animal claro, lindo e forte. Assim como “...



Puff tinha mais de 10 anos e fazia parte da nossa família. Foi o segundo cão que criamos. Um animal claro, lindo e forte. Assim como “Veludo”, um vira-latas que adoeceu e 'morreu de velho', Puff também foi um cachorro ‘caseiro’, criado sem contato com outros cães. Talvez, por isso – suponho -, ele tenha se tornado um pouco ‘agressivo’ e, consequentemente, ‘dono do espaço’.

O filhote - meio Labrador -, no entanto, cresceu e não permitia que qualquer pessoa tivesse acesso ao quintal lá de casa. Ele se achava dono da área! E até certo ponto, era. Mas ele já foi pior, acredite! Eu mesmo passei mais 04 anos evitando o quintal da casa dos meus pais por causa dele. Por algum motivo – e eu imagino o qual -, por um tempo, ele deixou de ‘ir com a minha cara’.

Não somos ricos. Nem seremos. Somos uma família feliz. Dessa forma, Puff, como os demais animais que já criamos (gato, cachorros, aves e peixes), recebeu a devida atenção e cuidados necessários – pelo menos, os básicos e acessíveis. 

Os cães também mudam, sabia? E Puff mudou. Mudou para melhor – para o meu lado também. Nos tornamos amigos. Bons amigos - dentro do limite: um respeitando o espaço do outro. Vinha sendo assim ultimamente.

Ocorre que, de repente, o nosso cachorro se viu meio triste e distante, sem querer comer e meio desequilibrado. O problema se agravou. Chamamos um veterinário – ele viu a situação e passou uma medicação. Já medicado, por uns dias Puff, aparentemente, apresentou melhoras. Mas logo a situação piorou. Ele foi diagnosticado com Cinomose, até então desconhecida para mim.

A Cinomose, conforme explicação do veterinário e com base no que andei pesquisando em artigos, é causada por um vírus altamente contagioso que considera questões climáticas para sobreviver – não vou entrar em detalhes sobre ele. A transmissão é feita pelo contato com outros cães ou pelas vias aéreas ao respirar o ar contaminado; por secreções, saliva e fezes, por exemplo.

A doença é sistêmica: pode atuar em todo o organismo do animal e atingir vários órgãos até a morte. Contudo, há casos de cura – mas depende da agressividade do vírus e do sistema imunológico do animal. Também pode deixar sequelas irreparáveis na vítima.

Se o animal estiver saudável e se a doença for descoberta no início, há chance dele sobreviver. Ainda não há tratamento para cinomose canina. Durante o período, o animal doente deve permanecer em ambiente limpo, sob uma temperatura agradável, se alimentando e sendo devidamente medicado.

Alguns antinflamatórios e antibióticos ajudam e são recomendados por veterinários para aliviar os sintomas e fortalecer a imunidade do animal na tentativa de conter o avanço da doença. 

Cinomose não pega em humanos, apenas em cães, principalmente filhotes – os mais velhos, com imunidade baixa e que não tomaram a vacina preventiva, também podem ser vitimas, como também peixes-boi, Lobos Guará, Furões e Leões. Puff, por exemplo, lutou para viver. Fizemos o que nos era possível no momento para ajudá-lo, mas a medicação não foi eficiente para conter o avanço da doença viral e ele não resistiu...

Foram dias difíceis assistindo nosso cachorro: medicando, alimentando, tentando animá-lo... Também foram dias difíceis vendo-o sofrer e definhar aos poucos: desequilibrado, com sistema neurológico atingido e parte dos membros comprometida; debilitado, sem enxergar direito, com febre, gemidos – talvez, angustiado pela situação-, movimentos involuntários, tendo ‘convulsões’...

#TudoIssoFoiAngustianteParaOAnimalEParaNós

A gente se sentiu impotente diante de tal situação sem poder evitar o sofrimento do cão, sobretudo sendo ele - uma vida! – e nosso animal de estimação...

Meus pais, que são meus heróis, referências para mim, apesar das limitações da cada um – eles já têm a saúde um pouco comprometida -, seguraram a barra na minha ausência. Deram toda atenção e carinho necessários ao animal. E, assim como eu, ficaram torcendo pela recuperação de Puff. Sofremos pela ausência dele agora. Mas, pelo menos, aquela criatura parou de sofrer.

O Criador sabe tudo. A morte de Puff marca o fim de um ciclo familiar...

Como diria Ariano Suassuna, “cumpriu sua sentença. Encontrou-se com o único mal irremediável, aquilo que é a marca do nosso estranho destino sobre a terra, aquele fato sem explicação que iguala tudo o que é vivo num só rebanho de condenados, porque tudo o que é vivo, morre”. Ainda assim: “a tarefa de viver é dura, mas fascinante”.

Já tínhamos experiência com animais, mas não tivemos atitude de conhecer a tabela de vacinação para o nosso cachorrinho – como a vacina de prevenção contra Cinomose. Porém, eu quero usar essa experiência, que nos serviu de exemplo, não para tornar público o ocorrido, mas para chamar a atenção de quem cria cães.

Pesquise um pouco mais sobre o seu animalzinho!

Se informe com um veterinário!

Busque conhecer a tabela de vacinação, conforme o seu bichinho!

Esteja em dia em relação à aplicação das vacinas!

A prevenção ainda custa menos e pode evitar que os dias do seu animal de estimação sejam ‘subtraídos’, como ocorreu com Puff. Embora ele estivesse com ‘idade avançada’, se a imunidade do nosso cachorro estivesse alta, eu acredito que ele resistiria e viveria um pouco mais. Portanto, invista em prevenção!

Eu quero registrar aqui toda atenção dispensada ao nosso cão, pelo veterinário João Paulo – eu não o conhecia, mas ele se mostrou um excelente e experiente profissional. Enquanto Puff tinha vida, ele nos incentivava a lutar pelo animal. E fomos até o fim com o nosso cão.

Puff não foi abandonado. Sentimos a sua dor, não desistimos dele. Fomos com ele até o fim. Amigos não abandonam um amigo no caminho. Para mim, o melhor amigo do homem continua sendo o rádio (risos). Puff, no entanto, foi, além de integrante da família, um dos melhores amigos. Adeus, Puffinho! 

Puff não chegou a ser 'sacrificado'. Ele partiu na madrugada do dia 01 de março de 2018. #Sociedade

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