Ex-ministro de Dilma afirma que Palocci pode “construir verdades” para agradar em delação

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Na Paraíba para um evento promovido pela Câmara Municipal de João Pessoa, o advogado e ex-ministro da Justiça da ex-presidenta Dilma Rousseff (PT), José Eduardo Cardozo, comentou a postura do ex-ministro da Fazenda Antônio Palocci, que fechou acordo de delação premiada com a Polícia Federal, segundo o Jornal O Globo. Para o advogado, presos da Operação Lava Jato têm se sentido impelidos a dizerem mentiras em busca de benefícios – e que não seria diferente com o ex-ministro Palocci.
“O que nós temos visto é que pessoas presas querem falar aquilo que o investigador quer ouvir para conseguir os seus benefícios. Acredito que uma pessoa presa fica num tal nível de fragilidade tão grande que fala – não a verdade – fala algo pra poder sair e ganhar um benefício”, disse Cardozo em durante entrevista a um programa de rádio local.
Para o ex-ministro, muitas delações estão comprovando isso – e ele cita o exemplo do ex-senador Delcídio de Amaral, que “claramente faltou com a verdade”, segundo Cardozo. “Acho que se Palocci fez a delação, a possibilidade de ele ter buscado construir ‘verdades’ que os investigadores queriam ouvir para dar fatos novos que pudessem ensejar em um beneficiamento, parece evidente para mim”, disse.
Cardozo criticou a forma como as delações premiadas vêm sendo conduzidas no Brasil e, em especial, seus vazamentos seletivos. “Delação só pode ser divulgada depois que houve a denúncia, porque ela é uma pauta de investigação, algo que deve ter provas de corroboração, mas – hoje – convencionou-se no Brasil dar divulgação, fora do que a lei prescreve, ou vaza, ou o juiz libera o sigilo”, apontou.
Lula presidente – Outro tema abordado com o ex-ministro foi a candidatura do ex-presidente Lula (PT), que se encontra preso na sede da Política Federal, em Curitiba. Para Cardozo, Lula será candidato e sua prisão revertida no Supremo Tribunal Federal (STF). “A sentença que condena o ex-presidente Lula é insustentável do ponto de vista jurídico, faltam provas, a prisão foi apressada de forma indevida, o processo todo foi acelerado de uma maneira inaceitável”, disse.
“Eu confio que a lei do Brasil esteja acima dos interesses políticos, eu confio que o Poder Judiciário do nosso país faça justiça, eu confio no estado de Direito, portanto, acredito que Lula deve ter reconhecido o seu direito de disputar a Presidência da República e o povo deve ter o direito, se quiser, de elegê-lo presidente”, acrescentou, lembrando que o caso do ex-presidente ainda não chegou ao Supremo e que ele ainda pode interpor recurso.
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