Não virou ação penal por falta de provas, diz assessoria de Cássio

Dinheiro apreendido pela Justiça Eleitoral em 2006 no Concorde, onde funcionaria ‘comitê’ de Cássio (Foto: Fernando Caldeira) Blog do R...

Dinheiro apreendido pela Justiça Eleitoral em 2006 no Concorde, onde funcionaria ‘comitê’ de Cássio (Foto: Fernando Caldeira)
Blog do Rubão
O inquérito sobre a Operação Concorde  não foi transformado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) em ação penal contra o senador Cássio Cunha Lima (PSDB) porque até hoje, 12 anos depois de instaurado, não foram encontradas nem produzidas provas para sustentar as acusações contra o investigado.
É o que garante a Assessoria de Imprensa do senador em nota de esclarecimento encaminhada na noite de ontem (8) ao blog sobre o processo do caso do ‘Dinheiro Voador’, que deverá ser encaminhado proximamente à Justiça da Paraíba em razão de o STF ter limitado o alcance do foro privilegiado a crimes cometidos durante o mandato parlamentar e que tenham relação com o exercício do cargo.
O ‘dinheiro voador’ é referência a um saco com mais de R$ 300 mil reais jogado de uma das janelas do edifício Concorde, em João Pessoa, durante a campanha de 2006, ano em que Cássio se reelegeu governador da Paraíba. A sala de onde o dinheiro foi arremessado pertencia ao empresário Olavo Cruz, que teria tentado, daquela forma, livrar-se do que seria uma prova da prática de caixa 2 em favor do candidato.
O fato aconteceu na noite do dia 27 de outubro daquele ano, faltando dois dias para a eleição em segundo turno, quando fiscais da Justiça Eleitoral foram ao Edifício Concorde, localizada na Avenida Epitácio Pessoa, para verificar se procedia denúncia de que a sala 103 do prédio comercial funcionava como um comitê através do qual o PSDB distribuiria dinheiro para compra de votos.
O que diz a Assessoria do senador
Assinado pela jornalista Cláudia Gondim, a nota da Assessoria de Cássio (leia a seguir) faz ressalvas ao conteúdo de matéria intitulada ‘STF deve enviar para o TJ processo contra Cássio‘, publicada nessa terça-feira neste blog.
Em relação ao seu post, intitulado “STF deve enviar para o TJ processo contra Cássio”, cumpre fazer importante ressalva:
Não se trata de uma ação penal. É ainda um Inquérito, cujos fatos remontam a momentos anteriores a 2006, sobre os quais o Senador Cássio Cunha Lima não tem conhecimento, como noticiado, até porque é da natureza do procedimento policial apenas investigar fatos.
O senador Cássio Cunha Lima somente pode se pronunciar sobre os fatos que conhece e, mais, no momento oportuno, onde haja espaço ao contraditório, e apenas quando o o STF remeter os autos à jurisdição que entender competente.
Até por uma questão de memória temporal, não é prudente falar sem conhecer os detalhes dos fatos.
Em português claro, significa dizer que, passados quase 12 anos, nunca foi possível transformar o inquérito em ação porque, o tempo demonstra, há carência de provas.
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#Política

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