Bolsonaro diz que PT não é prejudicado por 'fake news', mas sim pela 'verdade'

Diário de Pernambuco O candidato do PSL à Presidência, Jair Bolsonaro, usou o Twitter para responder ao petista Fernando Haddad, depo...

Fotos: AFP/Photo e Leo Malafaia/Esp.DP
Diário de Pernambuco

O candidato do PSL à Presidência, Jair Bolsonaro, usou o Twitter para responder ao petista Fernando Haddad, depois que este citou matéria da Folha de S.Paulo sobre empresas que estariam comprando pacote de mensagens contra o PT e voltou a acusar o capitão reformado de espalhar "fake news". 

Segundo Bolsonaro, o "PT não está sendo prejudicado por 'fake news', mas pela VERDADE". "Roubaram o dinheiro da população, foram presos, afrontaram a justiça, desrespeitaram as famílias e mergulharam o país na violência e no caos. Os brasileiros sentiram tudo isso na pele, não tem mais como enganá-los!", escreveu.

Minutos depois, o candidato do PSL fez outra publicação, na qual questiona: "Quem é o 'Avião' na lista da Odebrecht?". Trata-se, aparentemente, de uma referência à vice de Haddad, Manuela D'Ávila (PCdoB), que teria esse apelido na lista de pessoas que teriam recebido doações do setor de propina da Odebrecht, segundo delatores da empresa.

Manuela já negou essa acusação e disse que todos os valores que recebeu na campanha de 2012 foram devidamente declarados.

Justiça
Mais cedo, após vir à tona a revelação de que empresas bancaram a disseminação de mensagens contra o PT nas redes sociais, Haddad afirmou, em coletiva de imprensa, que vai acionar todos os mecanismos judiciais para que a campanha de Jair Bolsonaro (PSL) e os empresários supostamente envolvidos sejam punidos.

O petista citou até a possibilidade de que a candidatura do adversário seja impugnada e o terceiro colocado no primeiro turno seja chamado para disputar a segunda etapa da disputa. "Em qualquer lugar do mundo isso seria um escândalo de proporções avassaladoras, poderia encerrar até com a impugnação da candidatura com a chamada do terceiro colocada para disputar o segundo turno", disse Haddad.

Além dos contratos de R$ 12 milhões citado pela reportagem da Folha para serviços de disparos de mensagens no WhatsApp, Haddad disse que há indícios de outros "milhões de reais" em contratos ainda não identificados. O petista apontou que o próprio adversário, falando por viva-voz no celular, pediu a empresários que financiassem a disseminação de mensagens aos eleitores. Para Haddad, houve crimes de organização criminosa, caixa dois, calúnia, difamação e lavagem de dinheiro.
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