Haddad revê posição, nega reformas via Constituinte e diz que Dirceu não terá influência em seu governo

O Globo Em entrevista ao Jornal Nacional, o candidato do PT à Presidência, Fernando Haddad, afirmou ter revisto sua posição de fazer um...

Após primeiro turno, Fernando Haddad (PT) concede entrevista ao Jornal Nacional, da TV Globo Foto: Reprodução/TV Globo
O Globo
Em entrevista ao Jornal Nacional, o candidato do PT à Presidência, Fernando Haddad, afirmou ter revisto sua posição de fazer uma nova Constituinte, como defendeu durante sua campanha em primeiro turno. Disse que vai respeitar a Constituição de 1988, e que, se eleito, vai fazer as reformas por emendas constitucionais.
— Nós (estamos) do lado da social democracia, do estado de bem estar social, que garante o direito do cidadão, que garante o direito do trabalhador, que cumpre a Constituição de 1988, que ampliou as possibilidades e oportunidades — disse ele, na abertura da entrevista.
Questionado sobre seu posicionamento a respeito de uma eventual mudança na Constituição, reiterou:
— Em primeiro lugar, revimos nosso posicionamento, vamos fazer as reformas devidas por emenda constitucional — disse o petista.
Haddad aproveitou para reforçar sua proposta de reforma tributária.
— No Brasil, quem sustenta o Estado é o pobre, quem paga mais imposto proporcionalmente à sua renda é o pobre. Muitos ricos não pagam absolutamente nada, pagam uma proporção muito pequena de sua renda. Essa reforma tributária será feita por emenda constitucional, que prevê inclusive a isenção de Imposto de Renda para quem ganha até cinco salários mínimos, uma proposta defendida por nós desde janeiro de 2018.
O candidato disse que sua proposta prevê isenção de imposto de renda para quem ganha até cinco salários mínimos, e afirmou que é preciso reduzir a taxa de juros. Segundo ele, se as empresas tiverem mais lucro poderão voltar a contratar.
Ele prometeu ainda o fim do congelamento dos gastos do governo, aprovado por medida provisória do governo, que afetou os investimentos.
O petista disse que, no segundo turno, os eleitores poderão confrontar apenas dois projetos para o país e que o projeto do PT visa gerar emprego e oportunidade educacional.
— Desenvolvimento para poucos não é desenvolvimento — afirmou.
 Ele também tratou da reforma bancária.
- Não é possível continuar convivendo com com essa concentração de bancos e taxas que eles cobram. Se nós fizermos com o juro baixe, as pessoas vão voltar a investir e vão voltar a contratar. E se diminuirmos os impostos da classe média e dos mais pobres, eles voltarão ao mercado de consumo e exigirão que os empresários contratem força de trabalho para produzir mais.  Essas duas medidas são essenciais para retomada do crescimento e terão de ser feitas por emenda constitucional - disse.
Perguntado sobre uma declaração dada pelo ex-ministro José Dirceu, condenado pela Lava-Jato, de que ganhar eleição é diferente de tomar o poder, Haddad ressaltou que discorda da formulação da frase e que a democracia, para ele, está em primeiro lugar.
— O ex-ministro não participa da minha campanha, não participará do meu governo, e eu discordo da formulação dessa frase. Para mim, a democracia está em primeiro lugar — disse ele. 
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