Marina Silva declara apoio à candidatura de Haddad

Diário de Pernambuco Marina Silva (Rede) anunciou, no fim da tarde desta segunda-feira (22), seu apoio à candidatura de Fernando Ha...


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Diário de Pernambuco

Marina Silva (Rede) anunciou, no fim da tarde desta segunda-feira (22), seu apoio à candidatura de Fernando Haddad neste segundo turno das eleições. No texto, publicado em sua conta oficial no Facebook, Marina afirma que a Rede Sustentabilidade já recomendou a seus filiados e simpatizantes que não votem em Bolsonaro, "pelo perigo que sua campanha anuncia contra a democracia, o meio-ambiente, os direitos civis e o respeito à diversidade existente em nossa sociedade".

No texto, a fundadora da Rede Sustentabilidade ainda critica a campanha de Haddad, afirmando que o PT não assume "os graves prejuízos" ao país. Em contrapartida, ao final do texto, Marina diz que dará seu voto a uma pessoa "que não prega extinção de direitos".

"Diante do pior risco iminente, de ações que, como diz Hannah Arendt, 'destroem sempre que surgem', 'banalizando o mal', propugnadas pela campanha do candidato Bolsonaro, darei um voto crítico e farei oposição democrática a uma pessoa que, 'pelo menos' e ainda bem, não prega a extinção dos direitos dos índios, a discriminação das minorias, a repressão aos movimentos, o aviltamento ainda maior das mulheres, negros e pobres, o fim da base legal e das estruturas da proteção ambiental, que é o professor Fernando Haddad", finaliza Marina. 

Em sua conta no Twitter, Haddad afirmou que se sente "honrado" em receber o apoio de Marina:

O voto de @MarinaSilva me honra por tudo que ela representa e pelas causas que defende. Nossa convivência como ministros foi extremamente produtiva e até hoje compartilhamos amizades de brasileiros devotados à causa pública. Esse reencontro democrático me enche de orgulho.

— Fernando Haddad 13 (@Haddad_Fernando) 22 de outubro de 2018

Apesar do apoio declarado ao candidato do PT, Marina fala que manterá a posição, já afirmada no primeiro turno, de oposição "independentemente de quem seja o próximo presidente do Brasil". 
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