O que esperar do futuro governo João Azevedo?

Blog do Helder Moura É indubitável que João Azevedo teve como principal força motriz em sua eleição o apoio explícito do governo do Est...

Blog do Helder Moura
É indubitável que João Azevedo teve como principal força motriz em sua eleição o apoio explícito do governo do Estado. Verdade? Mais ou menos. Se bastasse ser apoiado por Ricardo Coutinho para garantir a eleição, o ainda governador poderia ter indicado outro nome, como, por exemplo, Waldson de Sousa, com quem se identifica muito mais. Até fisicamente…
Por outra, se suas declarações sobre redução da violência no Estado fossem verdadeiras, então poderia ter simplesmente apoiado o secretário Cláudio Lima. A segurança foi o assunto principal dessas eleições, afinal. João foi eleito, claro, por ser candidato oficial, mas também e especialmente por ser João Azevedo, com sua biografia e seu currículo técnico. Ponto. Com outro nome, o resultado poderia ser outro.
João deve, é claro, gratidão a Ricardo Coutinho por sua eleição. Mas, sabe que tem seus próprios méritos, e isso deverá se refletir na condução de seu futuro governo. Que deverá ter, ainda que timidamente, uma cara própria. Vai manter boa parte da equipe? É induvidoso que sim. Porém, marchará para a consolidação de sua própria marca, com as devidas cautelas. É só aguardar. João não tem vocação para poste.
Há sinais, por exemplo, de que João, até pelo seu estilo cordato, dificilmente optará pelo confronto e pela retaliação a eventuais adversários, uma característica marcante do ainda governador. João, em sua biografia, não coleciona desafetos. E João é mais técnico do que político. O que facilitará a condução do Estado, num período de tantas refregas e perseguições, especialmente à Imprensa.
Ora, se até Luciano Agra, um humanista, grato e leal, foi obrigado a encontrar seus próprios caminhos, por não aceitar o tacão de um chefe autoritário, imagine João Azevedo, que, apesar de também humanista, grato e leal, ostenta um perfil para independente. Até por conhecer seus próprios méritos. E sabe que, se pretende entrar para a História, precisará ser um soldado do Estado. Não de um chefe autoritário.
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