Opinião: Dinossauro

Por Roberto Cavalcanti, para a edição de 24 de outubro de 2018 do Correio da Paraíba Você já imaginou o poder de um dinossauro? Já mensu...


Por Roberto Cavalcanti, para a edição de 24 de outubro de 2018 do Correio da Paraíba

Você já imaginou o poder de um dinossauro? Já mensurou a força de uma espécie que poderia atingir até 100 toneladas? O Titanossauro, por exemplo, era um gigante com cerca de 40 metros de comprimento.


Assustador? Para se ter uma ideia, surgiram na Terra há pelo menos 233 milhões de anos e desapareceram há 66 milhões de anos, e continuam no nosso imaginário em razão das descobertas da ciência e da magia do cinema.


E se você tivesse, nos dias de hoje, um “terrível réptil” (é o que significa a palavra dinossauro no grego), cativo, aplicado, obediente e valente, sempre as suas ordens? Como se sentiria? Poderoso? Privilegiado?

Eu tenho a alegria de poder afirmar, após longa viagem internacional, que nós temos um ‘dinossauro’ de extrema estimação e fidelidade: o jornal Correio da Paraíba.

A denominação cabe porque o jornal é o mais antigo veículo de comunicação. A história registra o “Acta Diurna”, produzido em Roma em 69 a.C, como o primeiro a divulgar notícias, mas foi com a invenção da prensa móvel que surgiu o conceito de informações para as massas, e o primeiro foi o alemão “Relation aller Fürnemmen und gedenckwürdigen Historien”, impresso a partir de 1605.

Só em 1893 foi realizada a primeira transmissão de palavra falada através de ondas magnéticas – o rádio. O uso dessa tecnologia para entretenimento e informação datam de 1920. Só depois chegou a televisão, e mais recentemente a Internet.

Não acolho a denominação de dinossauro porque esteja admitindo que o impresso está em extinção como ocorreu com o réptil, mas por identificar sua força, aqui e do outro lado do mundo. Um dia, com certeza, seu ciclo vai terminar, como tudo o mais. Para nós, esse tempo ainda não chegou.

É inimaginável alguém pensar que uma família que esteja à frente de um grupo de comunicação como o Sistema Correio não tenha a competência de avaliar as evoluções da comunicação, haja visto, por exemplo, o poder das mídias sociais nas presentes eleições.

Não esqueçam que nosso ‘dinossauro’ está digitalizado e disponível em todo o planeta. Tem os pés no passado, mas os olhos permanentemente no futuro. No Brasil, até fake news para produzir efeitos depende de um impresso. Em todo o mundo, é incomparável a força de um editorial de um jornal.

Trouxe, dessa viagem, exemplares de ‘dinossauros’ de diversos países. E, com grande alegria, me faço fotografar com alguns que formam opinião mundo afora, a exemplo do Le Monde, El Pais, The New York Times, L’Equipe, Dié Welt e os chineses Oushi e Oushi Week-End.

Diferente de outros países do mundo, os jornais chineses têm exatamente o mesmo formato gráfico e dimensões do Correio da Paraíba. Fiquem certos de que é ao mesmo tempo com vaidade e humildade que faço essa constatação, porque a China já é a 2ª maior economia do planeta.

Já pensou no que é possível fazer com esse ‘dinossauro’ de estimação? Enquanto ele existir tem a vantagem de ser, aqui na Paraíba, único, exclusivo e com potencial e força inestimável.

Estamos cuidando dele com o maior carinho. Sua preservação nos proporciona robustez. Como fiel escudeiro, não é nada desprezível. É um diferencial do Sistema Correio.

Voltei mais uma vez com excesso de peso na bagagem, mas do tipo que traz conforto. No final da viagem, no voo São Paulo/João Pessoa, ainda tive o privilégio de ganhar exemplares do Estadão e da Folha. Fui reconhecido à bordo como o escudeiro defensor do último jornal impresso do nosso Estado.



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#SintoniaFina #Opinião

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