Para enfrentar Bolsonaro, PT adota o verde e amarelo no segundo turno

Lula foi retirado do material de campanha de Haddad e Manuela Foto: Reprodução Por Bruno Góes e Sérgio Roxo, O Globo A ca...

Lula foi retirado do material de campanha de Haddad e Manuela Foto: Reprodução
Lula foi retirado do material de campanha de Haddad e Manuela Foto: Reprodução
Por Bruno Góes e Sérgio Roxo, O Globo
A campanha do candidato do PT à Presidência, Fernando Haddad , adotará as cores verde e amarelono segundo turno. Pronto para ser divulgado, o material com as novas cores também terá um slongan novo: "O Brasil para todos " substituirá o mote "O Brasil feliz de novo ", que remetia a um resgate dos anos de Lula no poder (2003-2010).Des
de o início da período eleitoral, os apoiadores de Jair Bolsonaro(PSL) usam as cores da bandeira do Brasil para pedir votos. Um dos principais lemas contra o PT, inclusive, é "A nossa bandeira jamais será vermelha", também muito utilizado nos protestos a favor do impeachment de Dilma Rousseff e em protestos contra o ex-presidente Lula e o PT.

A estratégia do PT é descolar-se da imagem de partido radical, de esquerda, e se aproximar do centro. Além de usar o verde e amarelo, a nova foto de perfil de Haddad nas redes sociais passará a ter apenas o petista e a candidata a vice, Manuela D'Ávila (PCdoB). O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, preso em Curitiba, foi excluído da foto oficial.
A nova estética da campanha será levada ao horário eleitoral gratuito, que começa nesta sexta-feira. Em vídeo postado nas rede sociais recentemente, em que fala sobre educação, Haddad já aparece sob tarjas azul e amarela, cores normalmente usadas pelo PSDB. Lula deve continuar a aparecer no programa de televisão, porém, com menos frequência do que no primeiro turno.
O novo material foi discutido em reunião da coordenação de campanha nesta quarta-feira. De acordo com um dos participantes, no segundo turno haverá uma nova campanha. O objetivo é dar um caráter "frentista" para a candidatura.
Os petistas e seus aliados querem apresentar Haddad como um candidato "capaz de pacificar o país". Também foi definido que a campanha fugirá das pautas comportamentais para não dar margem a ataques dos seguidores de Jair Bolsonaro (PSL), principalmente nas redes sociais.
Durante a reunião, representantes de movimentos sociais destacaram que há riscos caso a opção seja por uma retirada completa de Lula e do vermelho da campanha.
- Não podemos ir para um lado e perder os eleitores que temos. A sintonia é muito fina nesse caso - afirmou um integrante da reunião. 
A presidente do PT, Gleisi Hoffmann, defendeu que a "centralidade" deve continuar em Lula para que a campanha possa atingir as classes C e D.
- O desafio é mostrar que Haddad tem capacidade de implementar o projeto que Lula representa.
Muitos dos eleitores de Bolsonaro saíram no último domingo, dia de votação, com a camisa da seleção brasileira. Senador eleito pela Bahia, o petista Jaques Wagner disse, em entrevista ao GLOBO, que defende o uso das cores da bandeira no lugar do vermelho do PT:
- A bandeira do Brasil é de todos nós. A gente não pode entregar graciosamente para eles o que é um símbolo do país.
Nas redes sociais, alguns militantes já começarama substituir o vermelho pelo verde e amarelo nas tarjas em apoio a Haddad que usam em fotos.
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