O governo RC e as “bombas chiando” que vai deixar para o governo Azevedo

Blog do Helder Moura Trata-se de uma gestão de continuidade, está certo, mas, a verdade, é que o governo que sai vai deixar várias bomb...

Blog do Helder Moura
Trata-se de uma gestão de continuidade, está certo, mas, a verdade, é que o governo que sai vai deixar várias bombas chiando para o governo que está chegando em janeiro. Separadas, talvez nem causassem tanto abalo nas finanças do Estado, porém, no conjunto da obra, certamente irão dar dor de cabeça ao governador eleito João Azevedo. João deve parcela de sua eleição a Ricardo Coutinho, mas a que preço?
Veja o caso dos servidores do antigo Ipep. O ainda governador Ricardo Coutinho fulminou, desde que assumiu, uma conquista salarial legítima dos servidores e, durante oito anos, seguiu, caprichosamente, sem pagar o salário integral da categoria. Mas, a ação está em seus derradeiros momentos, e certamente será julgada pela Justiça, e quem vai pagar a conta? O governo João Azevedo.
O contencioso com o pessoal do Fisco tem mesmo raciocínio. A Lei do Subsídio será julgada em algum momento, e a conta ficará para o futuro governador. A questão dos precatórios com o Judiciário, idem. O repasse do duodécimo para instituições como a Universidade Estadual da Paraíba será da mesma forma. Da Defensoria Pública, TCE, Ministério Público da Paraíba e até Assembleia.
A questão do abono desempenho dos policiais militares é outro exemplo notável. O governo RC perdeu todas no Judiciário, foi instado a implantar a extensão da bolsa para os inativos, mas não pagou, e, só agora, nos estertores finais (e por conta da eleição de entidades da PM), o governador acena com um certo abono de inatividade, com valor reduzido. O caso, certamente, voltará à Justiça, e vai sobrar para o governo Azevedo.
E tem a questão dos impostos. A Paraíba é um dos estados que mais aumentaram as alíquotas de impostos, taxas e contribuições, nos últimos oito anos de gestão girassolaica. Durante a última campanha eleitoral, foi uma queixa recorrente do empresariado. João terá que dialogar com o setor e, certamente, precisará rever o peso desta carga tributária.
E há a questão do funcionalismo, sem aumentos há anos. É uma panela de pressão que, algum momento, irá pedir solução ou explodirá. Enfim, muitas demandas reprimidas que, a partir de janeiro, o governador eleito terá de enfrentar. Espera-se que, diferente do ainda governador, João tenha capacidade de dialogar com os vários segmentos envolvidos, inclusive a oposição.
Ou terá um governo de muitas tormentas, a partir, claro, das bombas deixadas pelo antecessor.
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