Operação Capitu: Polícia Federal cumpre mandado de busca e apreensão em apartamento de Manuel Júnior

Blog do Helder Moura A Paraíba entrou no circuito da Operação Capitu, um desdobramento da Lava Jato. Na manhã desta sexta (dia 9), a Po...

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A Paraíba entrou no circuito da Operação Capitu, um desdobramento da Lava Jato. Na manhã desta sexta (dia 9), a Polícia Federal cumpriu um mandado de busca e apreensão em apartamento do ex-deputado e atual vice-prefeito Manuel Júnior, no Altiplano Cabo Branco. Seria desdobramento de delação do doleiro Lúcio Funaro. Segundo ele, o ex-deputado teria recebido indevidamente R$ 50 mil da JBS.
Informações prestadas pela Polícia Federal, no início da manhã, já indicavam o envolvimento de um ex-deputado federal. Manuel Júnior, pelo menos até o momento, ainda não se pronunciou. Sabe-se, no entanto, que, logo após a denúncia de Funaro (há dois anos), o vice-prefeito compareceu à Polícia Federal, onde prestou depoimento e negou ter recebido qualquer dinheiro ilegal da JBS.
Em âmbito nacional, a PF prendeu o vice-governador de Minas Gerais, Antônio Andrade (MDB), os ex-executivos da JBS Joesley Batista e Ricardo Saud e mais nove pessoas, num suposto esquema de corrupção no Ministério da Agricultura durante o governo Dilma Rousseff. A PF cumpriu ainda 63 mandados de busca e apreensão no Distrito Federal, Minas, São Paulo, Rio de Janeiro, Paraíba e Mato Grosso.
De acordo com as investigações, foi descoberto um esquema de arrecadação de propina dentro do Ministério da Agricultura para beneficiar políticos do MDB, que recebiam dinheiro da JBS, em troca de medidas para beneficiar as empresas do grupo. A JBS então doava dinheiro para políticos e partidos. Duas grandes redes varejistas de Minas atuavam no esquema, por meio de seus controladores e diretores.
O vice-governador teria beneficiado a JBS com decretos quando era ministro da Agricultura, no governo Dilma e teria determinado a regulamentação da exportação de despojos, a proibição do uso da ivermectina (droga antiparasita) e a federalização das inspeções de frigoríficos.
O Grupo JBS teria pagado R$ 2 milhões pela regulamentação da exportação de despojos e R$ 5 milhões na proibição da ivermectina de longa duração.
PRESOS:
Antonio Andrade, vice-governador de Minas e ex-ministro da Agricultura
Joesley Batista, dono da JBS
Ricardo Saud, ex-executivo da JBS
Demilton de Castro, executivo da JBS
João Magalhães, deputado estadual pelo MDB de MG
Neri Geller, deputado federal eleito pelo PP de MT e ex-ministro da Agricultura
Rodrigo Figueiredo, ex-secretário de Defesa Agropecuária
Mateus de Moura Lima Gomes, advogado
Mauro Luiz de Moura Araújo, advogado
Ildeu da Cunha Pereira, advogado
Marcelo Pires Pinheiro
Fernando Manoel Pires Pinheiro
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