
Este ano, a Rádio Guarabira FM completa 22 anos no ar. E há 22 anos, com muito orgulho, eu faço parte dessa empresa e empresto minha voz à melhor emissora do agreste e brejo paraibano, na qual compartilho conhecimento, e, sobretudo, aprendo bastante. Embora a programação tenha estreado antes, a cerimônia de inauguração se deu em 22 de novembro de 2003, no estacionamento ao lado – a direção tinha interesse em promover um show em praça pública, mas não deu certo. Em seguida, houve uma recepção para os executivos do Sistema Correio, colaboradores, investidores e convidados.
Como poucos, eu tive o privilégio de ver uma rádio entrando no ar, de fazer parte desse momento histórico. Junto com outros fundadores, acompanhei os ajustes nos equipamentos e dei voz à fase experimental, período obrigatório para testes. A população da região, especialmente de Guarabira (PB), estava ansiosa pela estreia da programação; enquanto a concorrência aguardava para, estrategicamente, fazer mudanças em resposta as novidades que a “A rádio da gente” estava propondo naquela ocasião.

Apesar de nomes bastante conhecidos como Michele Marques, Paulo Costa, Antonio Santos e Levi Lobão, por exemplo, no começo desdenharam da ‘caçulinha’ da Rede Correio, principalmente em relação a infraestrutura e alguns nomes novos e “desconhecidos” no rádio comercial local, como o meu. Mas não demorou para que os programas da nova frequência caíssem no gosto da audiência.
Como ainda não existia redes sociais, a proposta era fazer uma rádio popular e interativa, cujos contatos eram feitos por telefone, e-mails e cartas; com uma comunicação jovem; e tendo, também, o jornalismo político e de serviços como principal produto das manhãs – com direito a pautas, sonoras, repórter nas ruas e opinião. Pegamos uma fase com a Rede Estação Sat complementando a grade, e, posteriormente, a Rede Correio Sat em definitivo.
Eu faço o que amo. E embora não saiba até quando a empresa vai me manter em seus quadros, sou grato ao Sistema Correio e a direção pela oportunidade e liberdade editorial; e também a todos que me acompanham, reconhecem e consideram meu trabalho.
Ainda quero agradecer à família Paulino, acionistas da emissora, pelo RESPEITO ao meu trabalho e por todo APOIO desde o princípio quando Raniery Paulino era diretor administrativo. Registro que, até aqui, eu NUNCA fui chamado atenção pelos acionistas; e, politicamente falando, eles NUNCA ingeriram no meu ofício e nem me censuraram pela minha atuação como profissional de imprensa.
A partir da minha estreia pelo prefixo ZYT 716 – 90,7 MHz, minha intenção inicial era permanecer na firma por, pelo menos, 10 anos. No entanto, já se passaram 22 anos e eu continuo no ar, no mesmo programa – com formato bem diferente e em constante atualização –, mantendo a credibilidade, influência, e, especialmente, a relação de amizade com a audiência, a quem agradeço.
Há 22 anos, portanto, eu faço parte dessa história e continuo vendo a Guarabira FM fazendo história nesse momento de transição – de convergência de mídia, crossmídia, transmídia, multiplataforma, hibridez… -, possibilidades que têm deixado o Rádio ainda mais forte, com a força da internet e o vídeo como complemento.
Em relação a infraestrutura, a Guarabira FM está em sua melhor fase – com equipamentos modernos e espaços para conteúdo audiovisual e podcasts, por exemplo. E para celebrar, também ganhou um site novo e o melhor pacote de vinhetas já executadas na programação desde sua estreia.


Fazer rádio pela Guarabira FM é diferente. Quando entro NO AR, ENTRETENHO e gero INTERESSE; quando leio uma notícia, INFORMO; quando toco música, MEXO COM O SENTIMENTO das pessoas; quando faço perguntas, PROVOCO; quando me dirijo a uma pessoa, HUMANIZO; e quando tudo isso acontece, a CONEXÃO AUMENTA e a COMUNICAÇÃO FLUI.
Eu sou uma voz de Guarabira, um guarabirense que fala para os guarabirenses e região; sou Guarabira FM, uma rádio popular de alto nível, “conectada com você, aonde estiver”. #Opinião
Este artigo foi escrito e publicado inicialmente no Blog do Lenilson Balla, em 19/11/25; e reproduzido, posteriormente, no Blog do Ikeda, IV PODER e nas redes sociais do editor