Bora falar de Jornalismo? Antes, eu preciso deixar claro que sou a favor do estudo, de uma graduação, por exemplo, para exercer a profissão. Tanto que busquei fazer duas pós-graduações reconhecidas pelo MEC – uma em Telejornalismo e outra em Gestão de Empresas de Rádio e Televisão – ambas na área de Comunicação, onde atuo profissionalmente desde o fim da década de 90, quando comecei a fazer rádio na cidade de Guarabira (PB).
Como outras profissões, defendo que o Jornalismo seja uma profissão reconhecida e valorizada e que o jornalista tenha a devida qualificação, sendo ético, responsável, corajoso e mais amigo da verdade do que dos interesses do patrão. Mas considerando que credibilidade e responsabilidade não dependem necessariamente e vêm antes de um diploma, sou a favor de que profissionais não graduados possam exercer a profissão livremente, como faz Glenn Greenwald, vencedor de um Pulitzer.
Paulo Henrique Amorim, no livro ‘O Quarto Poder’, escreveu e deu um parecer nesse sentido. Como ele, outros nomes fizeram jornalismo brilhantemente no Brasil sem o tal diploma, que foi uma forma de controle imposta durante o regime militar (Decreto-Lei 972/1969), como lembrou William Waack. Penso que o perfil editorial de um jornalista dirá se ele é profissional ou não, sobretudo hoje em dia quando a disputa por atenção e audiência é acirrada nos meios de comunicação.
Nelson Rodrigues, por exemplo, atuou e fez história no Brasil sem o diploma de Jornalismo. Ricardo Boeacht, Arnaldo Jabour, Alberto Dines, Carlos Lacerda, Roberto Marinho e Vladimir Herzog também não tinham diploma de Jornalismo. Estou de acordo com o escreveu o colega Claudio Dantas, que é diplomado (!), quando afirmou que não foi o papel que o fez Jornalista.
Vou mais além. Joseph Pulitzer, jornalista que dá nome a premiação mais importante do Jornalismo mundial, não tinha diploma de Jornalismo; Bob Woodward, do Washington Post, que investigou o Caso Water Gate; Truman Capote; e Saymour Hash, famoso por reportagens sobre guerras, também não eram formados em Jornalismo, porém são referências acadêmicas.
O STF entendeu isso, e, em 2009, com base na Constituição, extinguiu a exigência da formação. Agora, diante de fatos envolvendo ministros, o diploma volta ao debate, mas não para valorizar a categoria – a intenção é outra, avalio: controle (!). Basta observar as circunstâncias em que essa proposta volta à discussão, quando ‘togados’ enfrentam uma controvérsia sobre sigilo de fonte, por exemplo.
E sobre este assunto, que tem pautado o noticiário nacional, o relatório da PF diz que o jornalista Luís Pablo, do Maranhão, não cometeu o crime apontado pelo ministro Alexandre de Moraes, segundo a jornalista Malu Gaspar. Conforme a colunista de O Globo, o documento tem 180 páginas e não há evidência de perseguição, violação de sigilo ou venda de matérias pelo jornalista investigado.
Andreza Matais (@AndrezaMatais), colunista do Metrópoles, também comentou sobre o assunto. Após reler as reportagens do Luís Pablo sobre o suposto uso de um carro oficial por um ministro do STF, a jornalista destacou que a reportagem, apenas, narra fatos sem juízo de valor, que está respaldada em imagem e documento; e que os citados foram procurados e se recusaram a falar.
Se Luís Pablo é formado ou não, considerando o resultado do relatório da PF e a releitura e exposição da colega @AndrezaMatais sobre o tema, podemos concluir que ele cumpriu as etapas de apuração jornalística, provando que o diploma, tecnicamente, não fez tanta diferença – embora faça para graduados que veem, com razão (!), uma profissão relevante sendo precarizada no mercado.
Reitero: não sou contra a graduação e o jornalismo precisa melhorar. Contudo, repudio o oportunismo dos “intocáveis”, de gente que já censurou revista, se incomoda com notícias sobre si e, por isso, quer revisitar o passado… Mesmo que entidades jornalísticas apoiem, rediscutir o diploma nesse momento, atende, apenas, aos interesses de ministros do STF, como publicou Fabiano Lana, do Estadão.
O mercado mudou. A forma de consumo de notícias também. Sendo assim, com ou sem diploma, profissionais de imprensa continuarão publicando, podendo ter, inclusive, mais visibilidade, credibilidade e audiência do que muitos jornalistas formados, e, principalmente, dos que vivem de ‘militância’ nas redações e na academia, comprometendo o Jornalismo praticado no país.
E aos que criticam os blogs e “os blogueiros” – formados ou não -, as redações estão demitindo jornalistas, que estão criando seus canais/sites/blogs para continuar trabalhando e monetizando. E no Brasil, o modelo econômico de mídia não favorece os pequenos veículos e as grandes empresas tem seus interesses políticos e econômicos, por exemplo, aos quais jornalistas costumam se submeter.
“A verdade custa caro”, colega… Assista ao filme “A sombra de Stalin”, para compreender melhor sobre o preço pela verdade – até então, o longa está disponível na Netflix.
Portanto, como expressou Josias de Souza, colunista do UOL, “diploma não santifica ninguém”. Nem garante ética, acrescento. O que valida o trabalho de um bom jornalista, gerando credibilidade, é o compromisso com a verdade dos fatos. E quem deve fazer este julgamento é o público que consome notícias, não ministros. Aos togados, cabe fazer valer a Lei, que muitas vezes é vilipendiada nos tribunais.
“O que é bom ou o que é mal jornalismo; ou o que é jornalismo investigativo, ou o que deveria ser investigado; isso não cabe a juízes do Supremo decidir. Cabe o público e ao Código Penal. O Jornalismo não inventou escândalos nos quais aparecem nomes de ministros do STF. Ele, apenas, cumpre sua função de informar. O que realmente preocupa é quando poderosos do Supremo Poder se sentem incomodados com informações”, pontuou Waack em editorial.
Se para Alaxandre de Moraes e Flávio Dino está na hora de rever quem pode ou não ser jornalista no Brasil, já passou da hora de o STF acabar com as indicações políticas, impondo, entre os requisitos para o cargo, o notório saber jurídico e indicação de juízes de carreira, vetando ligações com banqueiros e que escritórios de advocacia ligados as suas famílias defendam clientes na Suprema Corte, por exemplo.
Que tal abrir um debate sobre isto? Ter uma imprensa qualificada – diplomada – e uma Suprema Corte discreta, que não faz política e nem se envolve em escândalos seria ótimo para o país e para a democracia brasileira!
Cobertura das eleições
O Blog do Ikeda segue cobrindo as eleições deste ano, principalmente com matérias sobre a agenda dos candidatos. A editoria reforça que o espaço está aberto para todos os candidatos, a partir do envio de releases por e-mail – ver em contatos -, por parte de suas assessorias.
Encontro em Brasília
Entre os dias 25 e 28 de agosto, vereadores de Guarabira vão participar do Encontro Nacional de Gestores e Legislativos Municipais, em Brasília (DF). O vento propõe troca de conhecimento, conexões e compartilhamento de experiências em gestão.
Encontro em Brasília 2
Neide de Teotônio, Vando do Mutirão, Saulo Fernandes, Jussara Maria e Isaura Barbosa estarão representando a Casa Osório de Aquino durante o evento na capital federal.
PB
Promoções na PM
O governador Lucas Ribeiro definiu datas para promoção de quase 3 mil policiais militares na Paraíba. O evento para o reconhecimento será dividido em duas etapas – 14 de novembro e 14 de dezembro desse ano. Parabéns aos policiais que serão beneficiados com este reconhecimento.
Tapa buracos
Nova lei
Os servidores do Estado terão ponto facultativo no dia do aniversário na Paraíba. A nova lei foi sancionada pelo presidente da ALPB e é de autoria da deputada Cida Ramos (PT).
Justiça Eleitoral
O Desembargador Márcio Murilo da Cunha Ramos, Presidente do TRE-PB, afirmou que a Justiça Eleitoral está preparada para enfrentar influência de facções nas eleições de outubro. O problema vem sendo discutido nacionalmente pelo Tribunal Superior Eleitoral. Ele mandou o recado…
Se ligue no guia
A Justiça Eleitoral definiu a ordem e tempo do Guia Eleitoral na Paraíba. O candidato Efraim abre o horário eleitoral e Lucas terá maior tempo no meio do programa. Cícero encerra a propaganda política. A estreia do Guia Eleitoral está marcada para 28 de agosto.
A Terra tremeu
Na terça, um tremor de terra foi registrado em Belém do Brejo do Cruz, no sertão paraibano. Foi por volta das 00h55, com magnitude preliminar de 1.4 mR, considerada de baixa intensidade. O registro foi feito pelo Laboratório Sismológico da UFRN (LabSis/UFRN).
É dando que se recebe…
O prefeito de João Pessoa, Leo Bezerra (PSDB), anunciou apoio a Nabor Wanderley (Republicanos) para o Senado. Em troca pelo apoio, o Republicanos se comprometeu com a reeleição do gestor nas eleições municipais de 2028. “O governador terá que compreender”, comentou Hugo Motta.
Br
“Não seria uma sensação?”
A pesquisa de Saúde Financeira dos Trabalhadores 2026, da Serasa Experian, mostrou que mais da metade dos trabalhadores brasileiros não consegue chegar ao fim do mês com dinheiro para pagar todas as despesas.
“Não seria uma sensação?” 2
A pesquisa ouviu 1.008 profissionais de empresas públicas e privadas, além de pessoas que atuam como PJ, conforme a CNN Brasil.
“Não seria uma sensação?” 3
As entrevistas foram feitas por meio de painel on-line e a pesquisa tem margem de erro de 3,1 pontos percentuais, com intervalo de confiança de 95%.
Petróleo
A Petrobras confirmou a descoberta de petróleo na Foz do Amazonas, costa do Amapá. Magda Chambriard, presidente da estatal, deu a informação na segunda-feira (17) em coletiva com a presença do presidente Lula. “Estamos aguardando a licença ambiental”, informou Magda.
Está construindo ou reformando? A Drytech Construção a seco tem soluções ágeis e personalizadas para o seu espaço. Especialistas em Drywall, forros em PVC, painéis ripados e pisos vinílicos. Transformamos seu ambiente com rapidez, garantindo obra limpa e acabamento impecável. Drytech Construção. Peça seu orçamento 83, 98829 8771 ou pelo @drytechconstrucao. Drytech – Excelência e agilidade para o seu projeto.
Mundo
Nos EUA
Deu no G1 que o secretário do Exército dos EUA, Dan Driscoll, deve deixar o cargo até o fim do ano. A informação é do The Wall Street Journal. Segundo o jornal, saída se deve a tensões frequentes entre ele e o secretário da Guerra de Donald Trump, Pete Hegseth.
Ponto final
Previna-se
Saúde custa caro no Br, apesar dos serviços pelo SUS. Clínicas particulares estão cheias de pacientes, mas grande parte delas não facilita para o cliente na hora do pagamento. Quando não parcelam no cartão, elas ignoram a realidade que muitas pessoas vivem para cuidar da saúde.
Para ler ouvindo
