“Guarabira não precisa de um hospital municipal”, diz Camila Toscano

Direto da redação

A deputada estadual e candidata à reeleição, Camila Toscano (MDB), afirmou em entrevista concedida à jornalista Michele Marques que o município de Guarabira (PB) não precisa de um hospital municipal. A parlamentar — que é filha da prefeita da Léa Toscano — argumentou que o município precisa do Hospital Regional funcionando.

“Guarabira não precisa de um hospital municipal (…). Não adianta a gente dizer que quer ter um hospital municipal, se o município não tem recurso para manter”, declarou, acrescentando que o papel da administração municipal é garantir a atenção básica.

O debate sobre a saúde pública na região ocorre em meio aos recentes investimentos no Hospital Regional de Guarabira, unidade mantida pelo Governo da Paraíba, que passou por obras de reforma orçadas em mais de R$ 30 milhões.

Apesar de a deputada ter sustentado que Guarabira não tem recurso para custear uma unidade hospitalar própria, o cenário regional mostra que cidades de menor porte populacional e orçamentário dispõem de hospitais municipais em funcionamento.

A fala da parlamentar também trouxe questionamentos sobre a alocação de cargos e apadrinhamentos políticos no HRG. Críticos, no entanto, apontam um contraste entre essa declaração e a estrutura administrativa da Prefeitura de Guarabira.

Dados do sistema Sagres, do TCE-PB, indicavam que, em 23 de setembro de 2026, o quadro da prefeitura contabilizava 268 cargos comissionados e 503 prestadores de serviço contratados por “excepcional interesse público”.

Veja o recorte:

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