Justiça determina soltura de Braz Morroni e dois policiais investigados

A Justiça da Paraíba determinou, nesta sexta-feira (25), a soltura do delegado Braz Morroni de Paiva Júnior e dos policiais civis Everton Rychelyson da Silva Aires e Eduardo Jorge Ferreira do Egito. Os três são investigados na Operação Perfidus, que apura a suposta participação de agentes da Polícia Civil em um esquema relacionado a pessoas envolvidas com o tráfico de drogas.

A decisão foi assinada pelo juiz Salvador de Oliveira Vasconcelos, da 5ª Vara Criminal de João Pessoa.

Os policiais estavam presos temporariamente desde 2 de junho, quando a operação foi deflagrada. Após as investigações, o Ministério Público da Paraíba (MPPB) apresentou denúncia contra os três por suspeitas de crimes como furto qualificado, abuso de autoridade, falsificação de documento público e fraude processual.

A liberdade, no entanto, está condicionada ao cumprimento de medidas cautelares determinadas pela Justiça.

Entre as restrições estão a obrigação de comparecimento mensal em juízo e a proibição de frequentar unidades específicas da Polícia Civil, como a DRACO, a DCCPAT e a Cidade da Polícia Civil.

Os três também estão proibidos de manter contato com testemunhas, corréus ou outros investigados na Operação Perfidus. Além disso, não poderão deixar a comarca de João Pessoa sem autorização judicial.

O afastamento das funções policiais também foi mantido. Com isso, permanecem o recolhimento das armas e dos distintivos funcionais, além do bloqueio das senhas de acesso aos sistemas utilizados pelos policiais.

Portal Arapuan

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